Marcelo Rebelo de Sousa


Na Escola

Celinho, como era chamado, repetiu um ano. Por lei, só podiam fazer o exame de administração da quarta classe ao liceu os alunos que completassem 10 anos até outubro. Era óptimo aluno. Portanto podia ter feito o exame da quarta classe quando ainda frequentava a terceira, mas agora atrasa um ano e é repetente. (Matos, 2012: 65)

«Quando se refere a um exame ou prova que não correu bem, está a falar de um 18. Se corre mal, estamos perante 16 ou 17».  (Matos, 2012: 77)

«Um dos segredos do seu sucesso é não deixar florir a magnólia, como aconselhara Marcello Caetano». Isto é, ter tudo organizado antes do inverno, senão o grau de dificuldade era maior.  (Matos, 2012: 117)

Enquanto Professor

Na primeira aula dos seus caloiros, Marcelo «expõe a história da universidade e do curso», à semelhança do que Marcello Caetano fez com ele em 1966.  (Matos, 2012: 116)

Aos caloiros dá no máximo 16 valores, «por mais brilhante que seja o aluno»  (Matos, 2012: 121)

«Mantendo duas tradições há muito inauguradas: levar os alunos às galerias da Assembleia da República para assistirem a debates parlamentares; e realizar megajantares com os estudantes das suas turmas»  (Matos, 2012: 369)

Mitos ou Verdades

1 Escreve dois textos diferentes simultaneamente

Antes do exame da quarta classe parte o pulso esquerdo a jogar futebol. O problema é que era canhoto. Por conseguinte, treina-se a escrever com a mão direita e consegue. A partir daí, continua a escrever com a mão direita, mas desenha com a esquerda e faz à canhota as tarefas que exigem mais precisão, como barbear-se. (Matos, 2012: 67)

2 Dorme três a quatro horas por noite

Em 1981, jogava ténis, praticava natação e adorava organizar rallie papers. Daí surgir o mito. «Embora quem o conheça conte que dorme pouco, às vezes muito pouco, mas que em geral dorme mais do que faz saber.»  (Matos, 2012: 374)

3 Escreve com as duas mãos ao mesmo tempo

Quando estava a redigir um discurso, «agarrou no telefone e continuou a escrever, depois pegou noutra folha e, com o telefone preso no ombro, começou a tirar notas da conversa com Balsemão sem deixar de escrever o discurso. Estava a escrever com as duas mãos e a falar ao telefone, garante Fernando Frutuoso de Melo.»

4 Dita dois textos ao mesmo tempo

Ocorria no Expresso, com as secretárias. Depois houve «uma ligeira evolução. Ditava os textos em casa para cassetes e entregava-os às secretárias, que, por vezes, ouviam a voz metálica de Marcelo com um ruído de água por fundo, imaginando que fosse ele a ditar os textos no duche…»  (Matos, 2012: 380)

5 Escreve artigos enquanto faz orais

6 Toma banhos de mar no inverno

7 É capaz de receber um embaixador em cuecas sem o diplomata perceber

(Mas ainda há mais lendas... se bem que tudo isto é afinal verdade)

Momentos Marcantes, Polémicos, Interessantes

  • Artur Portela e Filho chama-lhe babygrow político no jornal República a janeiro de 1974.


  • Marcelo escreve que Balsemão é «lélé da cuca», no jornal de Balsemão.


  • A tragédia de Camarate – cai o avião onde ia a bordo Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa – fê-lo passar «por uma fase de depressão profunda»  (Matos, 2012: 365)


  • «Nem que Cristo desça à Terra!» - A jornalista do Público ao inquiri-lo, em 1996, sobre se ele se ia candidatar a líder do Partido Social Democrata (PSD), Marcelo responde “Nem pensar, nem pensar!... Não, não e não!... Em caso algum! Nem que Cristo desça à Terra!...”. Certo é que “Cristo desceu à Terra”.


  • Oferece os seus 30 mil livros à biblioteca de Celorico de Basto, que dois anos depois ficará com o seu nome.


  • Patrocinou ou pagou os estudos a mais de 50 estudantes pobres


  • Pouco tempo após começar os seus comentários na TVI, em 2000, «faz um comentário a partir da capital francesa, num estúdio em que para se ver o Arco do Triunfo por detrás do comentador é preciso sentar Marcelo numa tábua, meio de esguelha, numa janela aberta. (…) faz o programa no parapeito e a tremer de vertigens sem que os espectadores percebam.»  (Matos, 2012: 622)


  • Em 2001 anuncia a morte de Henrique Barrilaro Ruas e o general norte-americano Norman Schwarzkopf. Certo é que eles estavam no mundo dos vivos. (Barrilaro viria a falecer em 2003 e Norman em 2012)


  • «Leva para os estúdios uma caixa onde está uma valiosa medalha de ouro pro justitia criada pela Faculdade de Direito, uma distinção que ia ser atribuída ao Papa João Paulo II. Mas deixa a caixa fora de estúdio, não sabe bem onde, e quer mostrá-la no programa. Enquanto o pessoal da TVI mostra todo o tipo de caixas que encontra, por detrás da câmara, Marcelo, vai tentando conversar com o jornalista Júlio Magalhães que tem o ataque de riso emdireto mais célebre da televisão portuguesa. Os espectadores não veem, mas os operadores de câmara também riem agarrados à barriga, o momento hilariante dura 12 minutos, o que é uma eternidade naquelas circunstâncias.»  (Matos, 2012: 624) 




Gostaram? O que gostariam de saber mais sobre o professor?

Comentem. Obrigada!



Brevemente: Opinião sobre o livro.

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Liebster Award


O blog O Cantinho da Marshmallow e o Ela e Ele... Ele e Ela... desafiaram-me a responder a 11 questões sobre mim e o meu blog "By: Cláudia", na sequência do Liebster Award. Comecemos.

1.   Porque começaste o blog e como surgiu o nome?

Criei o blog "By: Cláudia" para me “obrigar” a escrever todos os dias, principalmente depois de surgir o convite para integrar o jornal “Ramo d’Além”, da aldeia onde moro. O nome surgiu de uma brincadeira.

2.   O que pretendes com este blog?

Procuro divulgar o meu trabalho (artigos e pesquisas). São textos recheados de história, são lugares, opiniões, fotografias e experiências. 

3.   Que blogs costumas seguir diariamente/semanalmente?    
           
São muitos. Mas leio-os todos os dias. Parece impossível, não é?

4.   Estás a ler algum livro? A jogar algum jogo? A acompanhar alguma série?

Não vejo séries. Jogo “Escape Island” no Facebook. Estou a ler a biografia de “Marcelo Rebelo de Sousa”, de Vítor Matos e o "Eu falar bonito um dia", de David Sedaris.

5.   Qual é a tua banda ou artista favorito?



6.   Qual o teu filme favorito e porquê?

The Miracle Worker ou O Milagre de Anne Sullivan. Trata-se de uma rapariga invisual e surda. A forma como vai conseguir aprender língua gestual. É uma história de vida complicada, cheia de obstáculos o que torna o filme empolgante. Foi inspirado na vida de Helen Keller. É de destacar o papel espetacular das personagens. Recomendo. 
O facto de ter tido uma pessoa surda na família e de haver probabilidades de ter um filho assim, faz-me ter um carinho especial por Helen Keller, pela perceptora e por todas as pessoas que lutam tanto por uma vida igual à das pessoas ditas “normais”.



7.   Se pudesses acordar e ter qualquer emprego no mundo, o que estaria a fazer?

A ser pivot de informação na televisão e simultaneamente professora de ensino superior.

8.   Num futuro ideal, como e onde estarias daqui a 10 anos?

Na televisão, a ser pivot de informação  e simultaneamente professora de ensino superior. Bem sucedida. A viver com alguém (não casados) e grávida.

9.   Qual a tua viagem de sonho?

Viajar por Portugal e ir à Coreia do Norte.

10.   Qual o teu maior sonho? E o teu maior medo?

Sonho ser bem-sucedida profissionalmente e conseguir retribuir aos meus pais o que têm feito por esta família. Tenho medo não conseguir que isso se realize.

11.   Qual o teu lema de vida ou uma ideia pela qual te guies?

“Per Angusta ad Augusta (latim) – que significa do desafio ao triunfo, pois só ultrapassando os obstáculos com trabalho é que se consegue alcançar os nossos objetivos.




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Depois de algumas pessoas me terem perguntado como seguir um blog, explico aqui e agora.




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Jornal "RC5"

Votadas as cores. Decidido o tipo de letra. Eu e Cátia Barbosa, diretoras e redatoras do Jornal "RC5" divulgamos os resultados da votação e o novo logótipo do jornal da Residência dos Combatentes, em Coimbra. Mais informações sobre o jornal aqui.

Cores
Votos
Título
Votos
Laranja
3
1
0
Azul
1
2
7
Vermelho
3
3
4
Branco
1


Verde
3
Abstenção
3
Preto
1
Brancos
0


Abstenção

3
Votos Brancos

1

Houve um empate relativamente à cor. E agora? Laranja, vermelho ou verde?








Nos "Media": Experiências Missionárias


O NOSSO TESTEMUNHO MISSIONÁRIO
Um ROSTO, em Deixa-o-Resto, deixa um rasto!”

O tempo não pára mas as vivências deixam marcas. Foi o que nos aconteceu há pouco tempo. Por isso, queremos partilhar o que foi a nossa experiência missionária no Grupo Diocesano “ONDJOYETU” da diocese de Leiria-Fátima, no início do passado mês de Agosto.




Quem somos e porque participámos

Começamos por nos apresentar: Somos a Maria do Rosário e o Zé Marrazes, casados catolicamente, já lá vão 35 anos. Temos um filho, um neto e um outro neto, a caminho. Vivemos na Paróquia da Marinha Grande, diocese de Leiria-Fátima. Pertencemos, desde há seis meses, ao Grupo Missionário Ondjoyetu e somos do Movimento dos Cursilhos de Cristandade há quatro anos.
Na nossa paróquia, acompanhamos semanalmente uma das Irmãs da Congregação das Filhas de Santa Maria de Guadalupe (de origem mexicana) a levar a comunhão aos doentes e participamos na visita aos idosos no Lar da Marinha Grande.
Quando surgiu o convite para irmos em missão para o Alentejo, exclamámos: “Mas nós não sabemos nada, será que temos algo para dar?” Responderam-nos que sim, que todos temos algo para dar e aceitámos o desafio da missão.
Fizemos a formação, aprendemos as regras do bom missionário, e, com ajuda do Espírito Santo, lá fomos caminhando com o Grupo que ia integrar a equipa, aprendendo a teoria e preparando-nos para a prática.

Onde fica Deixa-o-Resto




Chegou o dia da partida e a pergunta mantinha-se: “O que vamos encontrar? Como será a missão em Deixa-o-Resto? (Este é o nome de uma das povoações onde se realizou a missão). Até o nome era estranho…”
Deixa-o-Resto é uma pequena povoação, de ambiente rural, caminho de passagem. Fica na freguesia de Santo André, concelho de Santiago do Cacém. Contrasta com a cidade de Santo André, composta por muitos bairros, e com uma população muito heterogénea, proveniente de muitas terras ou países. Grande parte da população activa trabalha em Sines, por turnos. É uma cidade nova, com pouca história e poucas tradições. O campo e o mar, a aldeia e a cidade, convivem de perto e mostram um vaivém de gentes e marca alguns ritmos. Foi para esta zona que fomos enviados.

Tempo e campo da Missão

No primeiro dia, 02 de Agosto, ao chegar à Igreja de Santa Maria em Santo André, já tínhamos o Padre Abílio, o pároco, à nossa espera e ficámos mais tranquilos com mais apoio. Depressa chegamos ao alojamento no antigo “FAROL” no Bairro do Pinhal e começamos a distribuição dos quartos e a partilha das tarefas. Fomos apresentados na Igreja do Bairro Azul, também em Santo André. Participámos na Eucaristia e disponibilizamo-nos para ir visitar algum doente ou alguma familia.
No domingo começou a missão no terreno com a visita ao lugar de Deixa-o-Resto. Fomos apresentados à comunidade na igreja de Santa Maria pelo Padre Agostinho, missionário vicentino e grande apoio na preparação e realização desta missão. Também estivemos na Igreja da Aldeia de Santo André onde participamos na Eucaristia e na procissão da festa local, em honra de S. Luís. Agora a Equipa já estava completa: Irmã Nancy, Cátia, Diamantino, Júlia, Cláudia e por nós, Maria do Rosário e José. O João, seminarista vicentino, também fez parte do Grupo. Dois dias depois, chegaram o P. David e o Tio Serra. Agora era só meter pés ao caminho e as mãos ao trabalho.
Na segunda-feira, dia 04, fomos ao encontro das pessoas nas ruas, nos cafés e de porta em porta, fomos sempre bem acolhidos por todos. Nos outros dias visitámos a instituição das meninas “O FAROL”, o Centro de dia com os idosos e a CERCISIAGO, ficámos muito sensibilizados com a recepção, muito carinho, alegria e boa disposição dos utentes e das funcionárias.

“Fazei o que Ele vos disser!”

Nas actividades realizadas acolhemos a imagem de Nossa Senhora peregrina das Missões em Deixa-o-Resto com a recitação do terço e falou-se sobre a espiritualidade mariana. Em outro dia, fizemos a procissão de velas que foi um dos pontos altos da Missão. Em todas as acções, a partir de Maria, estava sempre presente um Rosto, uma Pessoa: Jesus Cristo. A Mãe, mais uma vez, nos diz: “Fazei o que Ele vos disser!”.
No final da semana, fizemos a despedida de Nossa Senhora no lugar de Deixa-o-Resto e levamo-la para a Igreja paroquial de Santa Maria, onde organizámos e celebrámos uma vigília missionária. Acorreu gente dos vários lugares onde fizemos a Missão e de algumas paróquias das redondezas. “Uma Igreja missionária, milf sex
terna, pobre e para os pobres” foi o tema deste tempo de oração. Dar testemunho de Cristo, com todos os sentidos, foi o mote da reflexão, feita pelo P. David Nogueira.
Nessa noite, tivemos a agradável surpresa da chegada da Irmã Susana, da Mara, da Helena e da Ana Matos. Também elas entraram na dinâmica da missão prevista para os últimos dias.
No sábado, dia 9, organizou-se uma caminhada missionária à Ermida de Nossa Senhora da Graça onde celebrámos a Eucaristia seguida do almoço partilhado. À noite fizemos a despedida em Deixa-o-Resto com a participação da comunidade na celebração eucarística e jantar partilhado, foi um dia muito positivo que marcou o final da presença naquele bairro.

Despedida e avaliação


No domingo, dia 10, foi a despedida com a celebração da Eucaristia na Igreja da Aldeia e posterior despedida na Igreja de Santa Maria, onde demos o nosso testemunho e animamos o momento do ofertório com sinais identificativos da Missão. Seguiu-se o almoço naquela que foi a nossa casa durante estes dias, nas antigas instalações da instituição “O FAROL”.
Depois de um tempo de avaliação, na presença do P. Abílio, pároco, e do P. Agostinho, responsável da animação missionária na diocese de Beja, chegou a hora da partida e do regresso a casa.
O nosso testemunho pessoal foi muito positivo, valeu a pena abdicar de uns dias da nossa casa, da família, dos amigos e tudo o mais que deixámos em prol de outros irmãos nossos que fomos encontrar e com quem vivemos dias e momentos inesquecíveis nesta Missão.
Um muito obrigado a Deus por nos permitir partilhar a nossa fé e aos que fizeram parte da organização da missão e tornaram possível esta experiência missionária.


Maria do Rosário e Zé Marrazes



Entre os dias 2 e 10 de Agosto o Grupo Missionário ONDJOYETU, da diocese de Leiria-Fátima, organizou em conjunto com o Centro Diocesano Missionário de Beja (CDM), as chamadas Férias Missionárias. Decorreram nas paróquias de Santo André e de Santa Maria, mais propriamente no lugar de Deixa-o-Resto. Para além do P. David Nogueira, responsável pela animação missionária da diocese de Leiria-Fátima, participaram nesta experiência pessoas de várias idades e localidades: alguns jovens, vários adultos, um casal e uma religiosa, a Irmã Nancy (mexicana). Esta semana contou ainda com a presença de dois missionários vicentinos: o padre Agostinho, que também é o director do Secretariado das Missões da diocese de Beja e coordenador das Missões Populares da Província Portuguesa da Congregação da Missão, e do seminarista João Soares que integrou o grupo missionário ONJDOYETU. Apesar de não ser um grupo vicentino a sua finalidade é a mesma: A Missão.


Maria, estrela da Missão



Deixa-o-Resto é um local de passagem que fica entre Santiago do Cacém e Melides e Tróia. Pertence a Santo André, distante um pouco da igreja Matriz. Na Missão Popular em 2012, nasceu lá uma Assembleia Familiar que continua a reunir nas instalações da Escola e é animada pela Irmã Conceição, das Franciscanas Missionárias de Maria. Não têm local de culto e, com alguma dificuldade, conseguiram que o espaço do antigo Centro de Saúde fosse cedido para as reuniões e encontros desta semana missionária.


O objectivo deste tempo de missão é reavivar a fé naquela comunidade e fazer com que as pessoas se envolvam e participem mais na prática religiosa. Para tal, foram desenvolvidas várias actividades para envolver a população. A Imagem peregrina da Senhora das Missões visitou esta comunidade e foi o ponto alto desta semana, sendo ela, a base de toda a missão. Pode dizer-se que esta missão apresentou um dinamismo muito mariano. Daí que todas as reflexões partiram desse pressuposto, ou seja, Nossa Senhora, o terço, a reflexão, a procissão de velas e todos os encontros. A caminhada em Missão à Ermida da Senhora da Graça (das Graças!) e a Vigília Missionária, na Igreja de santa Maria, foram momentos em que a presença da Mãe de Deus foi fulcral.


Missão: Ir ao encontro dos mais vulneráveis

No entanto, a missão não se resumiu apenas à vertente religiosa, mas também à dimensão sócio-caritativa. Daí a visita ao Centro de Acolhimento de Jovens em risco “o Farol” e ao Centro de Dia de Santo André. A primeira situação proporcionou um momento que marcou muito os missionários, pois, ninguém ficou indiferente a essa realidade. Outra situação que proporcionou bastante alegria foi a visita a Cercisiago. O contacto com estas populações, que na nossa sociedade são consideradas as mais vulneráveis, possibilitou ao grupo reflexões muito interessantes mas, sobretudo, grandes emoções.



Porta a porta, uma descoberta


A par de tanto trabalho, aconteceram momentos de convívio e esses foram possibilitados através da caminhada missionária, da partilha fraterna, no dia do encerramento, em Deixa-o-Resto e nos momentos mais folgados entre os missionários.
Tudo isto seria impossível sem o chamado porta-a-porta que, apesar de nos terem confundido com outros grupos “religiosos”, foi essencial para chamar as pessoas à missão. No entanto, esta missão já contava com um grande impulso do Pároco (P. Abílio) e de um pequeno grupo de boas vontades que já tinha anunciado e publicitado a mesma.

Avaliação positiva

Em Deixa-o-Resto, deixamos um rasto. Esta frase resume o muito que aconteceu nestes dias. Os participantes nesta acção missionária, na avaliação final, foram unânimes em afirmar que todos os esforços foram válidos e valeu a pena sair de casa e partir ao encontro de uma realidade nova. As pessoas foram muito acolhedoras, fizeram tudo para responder ao desafio proposto. Todo o Grupo, nos diversos momentos, procurou levar a Boa Nova de Jesus a todas as pessoas. Independentemente da cor, da situação pessoal de cada um, do instituto a que pertence e da formação que tem, mostrou-se coeso, unido e empenhado.
A oração diária, as reuniões de preparação e de avaliação, os momentos de convívio e a confecção das refeições criaram e fortaleceram a amizade e a inter-ajuda. Na vida pessoal e nestas experiências missionária, o importante é ter Cristo no coração e a Palavra do seu Evangelho na boca. O testemunho e a presença atenta e disponível completam o cenário de um tempo forte para quem o viveu, como grupo e para quem o acolheu, como comunidade. Mais uma vez, a semente foi lançada à terra.


A pequena Assembleia nascida na Missão Popular, de seu nome “A Seara”, já vai sendo fermento nesta comunidade. Esta acção missionária procurou espevitar toda a população. Com a boa vontade e persistência de todos, acreditamos que, em breve, este povo seja uma comunidade viva que reflecte a Palavra de Deus e celebra a sua fé, na Eucaristia.
Todos estão de parabéns! Que Nossa Senhora das Missões proteja este trabalho missionário e abençoe toda a população de Deixa-o-Resto!

João Soares,
Seminarista vicentino



Ondjoyetu – Grupo missionário da diocese de Leiria-Fátima




Todos os anos, por ocasião do Verão, alguns elementos do Grupo, depois de uma formação e preparação são enviados para uma zona do Alentejo. A primeira vez, foi para S. Martinho das Amoreiras. Depois, foram para o Alto Alentejo (Crato e Ponte de Sor). Desde há três anos, voltaram para o Alentejo Litoral.
Depois de Santiago do Cacém e de Francisco da Serra, este ano é em Santo André, mais concretamente, na Aldeia de Deixa-o-Resto. Será de 2 a 10 de Agosto, que o Grupo vai viver esta nova experiência missionária. É composto por cerca de dez pessoas, tendo como dinamizadores, o P. David Nogueira, director diocesano da acção missionária, a Irmã Nancy (mexicana). De várias idades, casados e solteiros, deixaram as suas famílias e vêm até ao Alentejo Litoral para testemunhar a alegria de ser enviado a anunciar Jesus Cristo, a fonte da nossa alegria.
É o Grupo Missionário da Diocese de Leiria-Fátima. Iniciaram o seu percurso em Agosto de 1999. Este grupo tem sido o promotor da aproximação entre as dioceses de Leiria-Fátima e Sumbe (em Angola), sendo celebrada a geminação entre as duas dioceses a 25 de Março de 2006. A palavra que dá nome ao grupo – Ondjoyetu – quer dizer, em umbundo, a língua que se fala no Gungo, “A Nossa Casa”.



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