Endividamento leva a crise, pobreza, desemprego. Momentos de austeridade levam a opções diferentes. Da direita (que prometia tempos de crescimento não cumpridos) passa-se para a esquerda. Na Grécia escolheram Syriza nas eleições do domingo. Na Grécia escolheram o líder Alexis Tsipras.
Estamos perante anos históricos e por conseguinte eleições históricas. Quem votou Syriza votou contra a Europa. Caracterizada pela democracia confronta-se com o medo da esquerda radical. Mas «o jornal The Guardian avança que o novo governo grego será formado pelo Syriza e pelo partido de direita nacionalista ANEL ou Gregos Independentes, da direita. Esta coligação conquistou a maioria. A notícia foi anunciada uma hora depois de terem começado as conversações e Panos Kammenos, o líder do ANEL, já afirmou que o seu partido dará um voto de confiança do Syriza. »
O Syriza não quer sair do euro como o espanhol Podemos. Mas quer renegociar a dívida pública (quase 180% do PIB). É compreensível. «Mas tendo em conta que grande parte da dívida pública é hoje detida por institucionais, um perdão significa um prejuízo não para bancos mas para outros estados: serão os contribuintes dos outros países a suportar a perda», relembra o Expresso. Querem diminuir a dívida pública. Então e vão aumentar os salários da função pública e as pensões de reforma? É contraditório! O novo líder quer regressar ao "New Deal" de investimento público europeu financiado pelo Banco Europeu de Investimento (o plano Juncker já está no papel, mas o seu financiamento ainda não está acertado).
Para uns Portugal é igual à Grécia, para outros não.
Veremos como será o governo de Karolos Papoulias, chefe de Estado, e de Alexis.
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