«Idosa paraplégica é abandonada em casa sem comida» (link)
Os meus pais eram amigos de dois idosos casados. Os seus filhos viviam no estrangeiro e outro em Lisboa. O casal vivia em Leiria. O senhor era surdo. A senhora doente. Este é o retrato de um casal só. Passavam os dias na sua casa plenamente sozinhos, sem amigos ou familiares. Os filhos? Talvez os fossem visitar duas vezes por ano, nas épocas festivas. Reparem no que é viver assim 363 dias numa casa, sempre com a mesma companhia. Agora imaginem a alegria desde casal maravilhoso quando os meus pais aparecem nas suas vidas! É bom ter companhia, não é? É deprimente e horrível estar dois dias sozinho? Agora imaginem 363 dias!
É horrivel viver os dias a contar a reforma, passar os dias à lareira (a ver televisão) enquanto se espera que alguém apareça em nossa casa, viver numa casa já antiga, numa cidade onde a segurança noturna é quase nula... É horrivel para mim pensar na velhice.
«Muitas vezes, as mortes acontecem, não por responsabilidade dos hospitais, mas sim porque [os doentes] não tiveram os cuidados necessários a montante», bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Germano Couto.
Segundo o bastonário, as mortes de idosos nas urgências de vários hospitais não se devem só à falta de recursos humanos e carência de infraestruturas de qualidade, mas também à falta de resposta «ao nível dos lares de terceira idade e de resposta dos cuidados de saúde primários». «A maioria [dos lares] não tem cuidados de saúde, nem médicos, nem enfermagem», acrescentou o bastonário. (link)
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Parabéns! Pareces muito novinha, mas já te preocupas com temas importantes. Espero que consigas efectivamente seguir os teus sonhos e que sejas uma excelente pivot.
ResponderEliminarObrigadíssima! Tenho 18 anos. Estes temas sempre me preocuparam por serem cada vez mais uma realidade. Obrigada mais uma vez A Limonada da Vida. Beijinhos :D
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