O livro retrata 64 anos de vida. Fácil de ler e apreender. O autor, Vítor Matos, soube conjugar a história de vida com a História de Portugal e do Partido Social Democrata (PSD). No meio da leitura encontra-se essa outra história mais "pesada" que me começou a cansar (percetível mas são muitos acontecimentos que não sabia). Não sabia muito do que estava escrito. Relembrei-me da pequenez do meu conhecimento. Diverti-me a saber das polémicas e do quão traquina era o «Marcelete» (o enforcamento para ser admitido no jornal ou o episódio do «lélé da cuca» marcam com humor o livro).
Nas 646 páginas está um trabalho jornalístico completo, no meu ver. A informação aprofundada e bem explicada. Tem qualidade.
Marcelo é um idealista. Não faz as coisas pelo poder. Deixou a liderança do PSD em 1999, depois da intervenção televisiva maquiavélica de Paulo Portas, em que este traiu a confiança do Professor que apostara nele para ressuscitar a AD (pode ver mais pormenores sobre este episódio na biografia do Vítor Matos).
Acabou o curso de Direito com média de 19. Nasceu no seio da política. Começou de pequeno a contactar com figuras ilustres da política nacional. Contou com o apoio da mãe. Nunca exerceu um cargo de chefia política (primeiro-ministro ou Presidente da República). E porquê? Por ser independente. Por exemplo, não se importa de criticar o PSD nos seus comentários mesmo sendo desse partido. Não pretende beneficiar ninguém ou quaisquer grupos económicos. Defendia a Nação, não se importando de criticar os seus amigos (muitos ligados à política).
Mas ainda faltam alguns dados na biografia de Marcelo. "É qualquer coisa de não realizado na vida. Ele acha que não. Mas acho que para fechar a biografia tinha de ser primeiro-ministro ou Presidente da República", conclui Vítor Matos.
O autor e jornalista Vítor Matos
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