Férias
Missionárias
Por P. Agostinho Sousa
Santo André acolhe Grupo
Missionário
De
2 a 10 de Agosto, o Grupo Ondjoyetu (diocese de Leiria-Fátima) está em Santo
André para fazer uma nova experiência missionária. É um grupo composto por
vários elementos, tendo como dinamizadores, o P. David Nogueira, director
diocesano da acção missionária, a Irmã Nancy (mexicana). De várias idades,
casados e solteiros, deixaram as suas famílias e vieram até ao Alentejo Litoral
para testemunhar a alegria de ser enviado a anunciar Jesus Cristo, a fonte da
nossa alegria.
Quem são?
É
o Grupo Missionário da Diocese de Leiria-Fátima. Iniciaram o seu percurso em
Agosto de 1999. Este grupo tem sido o promotor da aproximação entre as dioceses
de Leiria-Fátima e Sumbe (em Angola).
Numa
primeira fase, esta aproximação deu-se através da realização do “Projecto ASA –
Acção Solidária com Angola”, que teve seis edições. Depois, concretizou-se na
geminação entre as duas dioceses celebrada a 25 de Março de 2006 com base num
protocolo que estabelece o modo de funcionamento da referida geminação.
A
palavra que dá nome ao grupo – Ondjoyetu – quer dizer, em umbundo, a língua que
se fala no Gungo, “A Nossa Casa”. Este grupo tem como sede o edifício do
Seminário de Leiria. Está presente numa casa de Missão no Bairro de Pedra Um,
Sumbe, Angola.
A linha da frente: onde
trabalha
O
Gungo é uma comuna com 2.200 km2 e que conta com cerca de 25.000
habitantes quase exclusivamente de etnia umbundo. É uma região montanhosa que
foi muito afectada pela guerra. A população vive em aldeias muito dispersas,
cerca de setenta em toda a comuna. Tenta aos poucos regressar à normalidade da
sua vida, mas é difícil pois está muito isolada e tem faltado quem a acompanhe
em ordem à resolução dos seus problemas básicos.
A
base de subsistência de população é a agricultura muito rudimentar e totalmente
dependente das condições climatéricas. As principais culturas são milho, feijão,
amendoim, batata-doce e banana. A base da alimentação é o funge de milho,
faltando, principalmente às crianças, alguns nutrientes indispensáveis para o
seu crescimento.
Nesta
comuna falta a energia eléctrica, comunicações, água potável, assistência
médica e medicamentosa, a escolaridade é muito reduzida e não chega a todas as
aldeias.
É
neste ambiente, onde tudo falta,
que o Grupo Ondjoyetu desenvolve a sua missão. O P. Vítor Mira ou o P. David
Nogueira e mais uma mão cheia de gente com generosidade e entrega, tudo fazem
para promover esta gente simples e acolhedora, mas esquecida quase por todos.
Cuidados de saúde e de higiene, o ensino das letras e das artes no campo da
agricultura, da mecânica e da construção, a catequese e a formação de líderes, são
muitos dos trabalhos realizados pela equipa da frente. O ano passado, o Bispo
de Leiria-Fátima, D. António Marto, visitou esta Missão e presenciou “in loco”
a dedicação destes missionários que deixam as suas seguranças para se entregar,
de alma e coração, a esta grande família de irmãos.
Acção na paróquia de Santo
André
Todos
os anos, por ocasião do Verão, alguns elementos do Grupo, depois de uma
formação e preparação são enviados para uma zona do Alentejo. A primeira
vez, foi para o Alto Alentejo (Crato e Ponte de Sor). Desde há três anos
voltaram para o Alentejo Litoral. Depois de Santiago do Cacém e de Francisco da
Serra, este ano é em Santo André, mais concretamente, na Aldeia de
Deixa-o-Resto. Estão sediados no Bairro do Pinhal (antigo Farol).
Durante
o dia, o contacto com as pessoas, nas suas casas ou nas ruas, a visita a
doentes e a pessoas de idade, no Centro de Dia ou no domicílio são a actividade
predominante. Com a gente nova e os adultos, à noite, no Centro de Saúde, há
encontros, celebrações e Procissão de Velas. A Cercisiago também beneficiará da
presença do Grupo.
(…) Nos encontros com as pessoas, o testemunho da fé e a vivência da
comunidade são pontos fundamentais para a partilha. O despertar da consciência
missionária em cada baptizado pretende fazer desabrochar disponibilidades para
a Missão, no nosso meio ambiente ou em outras paragens.
Transcrição
integral de:
Artigo no Jornal
Regional “O Leme” Nº629 – 8 de agosto de 2014, página 17 (sublinhado meu).
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