Artigos edição online jornal universitário de Coimbra - “A Cabra”
Alexandra Correia é recandidata
à DG/AAC pela lista “Reset à AAC”
POSTED BY ACABRA ⋅ 12/11/2014
Corrida às eleições para a DG/AAC conta novamente com o projecto “Reset à
AAC”, numa apresentação realizada num local simbólico. Por Cláudia Pereira
A apresentação da lista R aos órgãos sociais da Associação Académica de
Coimbra (AAC) realizou-se hoje em frente à Loja do Cidadão, para alertar para a
precariedade do emprego jovem desta “geração cada vez mais à rasca”, afirmou a
candidata à presidência da direção-geral (DG/AAC), Alexandra Correia.
“A AAC deve ser dirigida por pessoas não alheadas da realidade dos
estudantes” que enfrentam o desemprego, os cortes na educação e o aumento das
propinas, defendeu a candidata à presidência da Mesa da Assembleia Magna (AM)
da AAC, Cláudia Teles. Os estudantes da UC não conseguem pagar as propinas
ficando “impedidos de fazer exames e de se candidatar”, frisou Alexandra
Correia.
No regulamento pedagógico, que está a ser testado em algumas faculdades, a
avaliação deixa de ser escolhida pelos estudantes e passa a ser escolhida pela
faculdade. A candidata à DG/AAC esclarece que a avaliação é obrigatoriamente
contínua, o que “obriga os alunos a frequentar as aulas, prejudicando os
trabalhadores-estudantes”. O problema é que “os poucos professores que há, não
têm capacidade de fazer avaliações contínuas de forma credível”, explicou
Alexandra Correia.
O candidato a presidente do Conselho Fiscal (CF/AAC), Christoph Correia,
afirmou ser necessária transparência e “devolver a credibilidade da AAC”.
Deve-se “rejeitar contratos duvidosos que não beneficiem o universo estudantil
e prejudiquem a AAC ao nível financeiro”, defendeu o candidato.
“É necessário pressionar a reitoria”, de modo a implementar as medidas “a
curto prazo”, referiu Alexandra Correia. “Continuamos a receber denúncias de
homofobia, portanto existe necessidade de diálogo para combater a opressão. Os
problemas têm de ser discutidos. Há necessidade de fazer reset à
AAC”, concluiu ainda a candidata a presidente da Mesa da AM da AAC.
No final apelaram a
uma coligação com a Lista Resiste para que consigam aumentar a possibilidade de
eleger uma pessoa para o Conselho Fiscal.
Foto: Cláudia Pereira
III Torneio de Debates da SDUC
reúne participantes de Norte a Sul do País
POSTED BY ACABRA ⋅ 10/11/2014
Durante três dias, a Sociedade de Debates da Universidade de Coimbra
reuniu, na Faculdade de Direito, 65 estudantes de todo o país para debater
questões atuais e por o poder da argumentação à prova. Por Cláudia Pereira
A Sociedade de Debates
da Universidade de Coimbra (SDUC) dinamizou, nos dias 7, 8 e 9 de novembro,
debates competitivos entre 20 equipas de várias sociedades de modo a “promover
a argumentação e a retórica em Coimbra e levar
a SDUC além-fronteiras”, referiu a Presidente da SDUC, Luciana
Simões. O objetivo geral foi “preparar os estudantes para o mercado de
trabalho”, adiantou.
Os debates competitivos seguem o modelo “British Parliamentary Debate”,
em que as posições (1º e 2º Governos e 1ª e 2ª oposição) são sorteadas no
início do debate, levando a que se tenha de “argumentar, mesmo que não se
concorde com a posição. Tem mesmo de se dar espetáculo”, afirma Daniela
Marcelino, uma das participantes.
As equipas têm dois oradores com sete minutos para intervir. “Tendo em
conta que os participantes são de várias áreas” do saber, o tema de debate,
designado de moção, “engloba temas de cultura geral que estejam em voga”,
explica a presidente da SDUC.
Na cerimónia de entrega de prémios, o Reitor da UC, João Gabriel Silva,
mencionou que “discursar rapidamente um assunto é um exercício mental
extremamente interessante” e congratulou todos os “debateiros”. Para o
presidente da Direcção Geral da Associação Académica de Coimbra
(DG/AAC), Bruno Matias, há “mais organização” e destaca a importância da
possibilidade de “fazer debates sem ter presentes ideais políticos”.
O veredicto da Adjudicação ditou a vitória à equipa Warsaw A
(Cláudio Teixeira e Duarte Canotilho) e classificou Fernando Abrantes orador
revelação, tendo Cláudio Teixeira liderado o Top Melhores Oradores.
Abertos à participação
de todos, os debates semanais são realizados às quartas-feiras pelas 21 horas,
na Imprensa da UC, e servem para fomentar a capacidade argumentativa dos
“estudantes para debater nos torneios”, explica Luciana Simões, como o Tornadu – Torneio Nacional de
Debates Universitário, que se vai realizar em Coimbra, de 21 a 23 de fevereiro do próximo ano, e
contará com cerca de 100 participantes.
Foto: Cláudia Pereira
Doutorando da UC eleito
representante europeu dos estudantes de Aquacultura
POSTED BY ACABRA ⋅ 07/11/2014
O aluno de Doutoramento do Departamento de Ciências da Vida da Universidade
de Coimbra (UC), João Rito, foi eleito Presidente do Grupo de Estudantes
da Sociedade Europeia de
Aquacultura (EAS) para um mandato de dois anos. Por Cláudia Pereira
O presidente pretende “promover a troca de informações entre universidades
e o contacto dos estudantes de aquacultura, e das suas várias áreas, pela
Europa fora”. O Grupo de Estudantes é um ramo da EAS que dá acesso “a descontos
para congressos e formações“, indica João Rito.
O evento que mais destaca é o Congresso organizado pela EAS na Europa, que
ocorre novamente em outubro de 2015, em Roterdão. “O congresso tem várias
sessões e apresentações paralelas” que contam com a participação de “cientistas
muito experientes, líderes de grupos de instituições que dão informações
valiosíssimas aos estudantes”, explica o estudante. Os membros do grupo de
estudantes podem ser premiados com bolsas, até 500 euros, para participarem no
congresso.
O Presidente do Grupo da EAS pretende divulgar “como é que os estudantes se
podem inserir no mercado de trabalho, tanto na indústria como na área
académica”.
Recente em Portugal, a
aquacultura é uma actividade primária que enfrenta alguns problemas: “usa
sistemas um bocado arcaicos” e enfrenta “muito cepticismo da sociedade em
geral” relativamente à “qualidade dos produtos”, frisa João Rito. Embora mais
baratos que os produtos selvagens, o estudante afirma que a produção aquícola
tem “muita qualidade”, dado que “todas as etapas de produção são controladas rigorosamente”.
“A importância da aquacultura a nível económico é fulcral e devia ser vista
como uma forma de sair desta crise”, finaliza.
Proibição de debate na Faculdade
de Direito gera indignação no meio estudantil
POSTED BY ACABRA ⋅ 04/11/2014
Debate entre
Rui Tavares e Pedro Mexia cancelado pelo diretor da FDUC por ser um
“acontecimento de caráter ideológico político”. Por Carina Justiniano, Cláudia
Pereira e Joana Veríssimo
O diretor da
Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (FDUC), António Santos Justo,
impediu a realização, nas instalações da faculdade, do debate “A Esquerda, a
Direita e o agora: haverá espaço para as ideologias no mundo atual?”. A decisão
da direção da faculdade causou alguma contestação por parte dos estudantes de
Direito. No entanto, o evento que conta com a presença de Pedro Mexia e Rui
Tavares, a decorrer na próxima quarta-feira 5 de Novembro, foi relocalizado
para a Sala 17 de Abril do Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências
e Tecnologia.
O Presidente
do Núcleo de Estudantes de Direito (NED), Alexandre Amado, mostrou-se indignado
com os motivos que a direção da FDUC lhe deu para a não
realização do debate, ao assumirem que “a Faculdade tinha a tradição
de não autorizar a realização de eventos que pudessem assumir conteúdos
político-ideológicos”. Mediante explicação do conteúdo do debate, por parte
do NED à direção da Faculdade, de forma a evitar equívocos, a
resposta continuou a ser negativa.
“Se debates
deste género, ainda para mais sobre ideologia, não são realizados
dentro das universidades, então não sei onde poderão ser”, deixou claro o
presidente do NED mostrando a sua discordância para com a decisão
tomada pela direção da FDUC. Alexandre Amado revelou descontentamento pelo
facto de, “em pleno século XXI, sermos confrontados com uma decisão deste
cariz”, em instituições “teoricamente livres, abertas, democráticas e plurais.”
A
justificação de que não são permitidos debates político-ideológicos na
faculdade não é válida para o presidente do NED, pois, nos últimos dois
anos, já se realizaram nesse espaço atividades dentro do mesmo género: o debate
“Portugal: o estado do Estado” (2012), que contou com a presença de deputados
de vários partidos políticos; uma sessão sobre o impacto do Orçamento de Estado
(2013), com a participação de um deputado do PSD; e, ainda em 2013, um debate
sobre a “Coadoção por casais do mesmo sexo”, com a colaboração de um deputado
do PS.
Em
contrapartida, o diretor da FDUC, António Santos Justo, afirmou que “na
história da Faculdade de Direito, não há cedências de instalações para a
realização de acontecimentos de caráter ideológico político”, acrescentando que
“os debates ocorridos em 2012 e 2013 foram permitidos por terem, também, uma
forte vertente jurídica.”
Ainda de acordo com António Santos
Justo, não está em causa a liberdade e a variedade de culturas e ideologias.
Foto: Arquivo
RUC alarga prazo de inscrições nos cursos
⋅
A Rádio Universidade de Coimbra (RUC) inicia os cursos de informação, locução-realização e técnica de rádio e difusão com a possibilidade de inscrição ainda no decorrer da próxima semana. Por Rita Fé e Cláudia Pereira
O presidente da RUC, João André Oliveira, afirma que os cursos sofreram uma remodelação relativamente aos outros anos. Há uma divisão dos alunos em várias turmas, estando a cada uma associado um formador, procurando oferecer uma aprendizagem mais aprofundada dos temas. Um dos aspetos enriquecedores neste ano é também a aposta numa formação mais prática, incindindo sobre conteúdos de conhecimento e análise.
Concluída a formação, com a duração de um ano, dá-se uma seleção dos inscritos com base não só no desempenho mas também na motivação e dedicação demonstrada pelos formandos em continuar na RUC e dar-lhe algo de novo. No final de um ano espera-se que as pessoas estejam prontas para fazer rádio, perfeitamente habilitadas em cada uma das suas áreas.
A participação na Rádio Universidade de Coimbra vai além-fronteiras através da elaboração de programas a partir de estúdios no estrangeiro, o que nos coloca em contato com outros cantos do mundo.
João André Oliveira considera o número de inscrições positivo. No entanto, não deixa de referir que o universo abrangido pelos e-mails enviados via inforestudante conta com cerca de 20000 pessoas, já os inscritos rondam até ao momento os 100 estudantes.
Fraca participação nas secções culturais
Dado este contraste não deixa de ser importante compreender os fatores associados à constante diminuição do conhecimento e procura das secções que constituem a Associação Académica de Coimbra (AAC). Perante esta questão, o presidente da RUC responde que “existem dificuldades das secções culturais em divulgar-se da melhor forma. Com o Tratado de Bolonha as pessoas passam cada vez menos tempo na cidade e acabam por não conseguir integrar-se.”
Relativamente à responsabilidade da AAC na divulgação das suas secções, afirma que “a Associação não tem força para fazer chegar aos estudantes as diversas oportunidades que tem para oferecer em parte devido à falta de organização dos organismos que a compõem,” apontando também para o fator da crise e a consequente pressão para finalizar o curso superior em três anos como um dos principais motivos para esta fraca adesão.
Qualquer um pode aventurar-se nas mais variadas áreas oferecidas pela AAC. Através de uma participação ativa, o estudante tem acesso a oportunidades fulcrais que visam a aquisição de experiência e uma maior preparação para o mercado de trabalho.
A RUC, além de disponibilizar o curso com um custo associado de cinquenta euros, encontra-se sempre disponível a novas pessoas e ideias, mesmo que ultrapassado o prazo de inscrições, sendo possível contactar a Rádio Universidade de Coimbra via Facebook, e-mail ou telefone.





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