Depender do telemóvel

Fui obrigada a estar atenta ao telemóvel. Até à obrigação surgir, eu raramente sabia dele e muito frequentemente tinha a bateria descarregada.
Um objeto de utilidade mas que parece ter criado uma dependência evitada. Passamos horas agarrados a ele. Mas será que precisamos de estar tar tempo com ele? E a fazer o quê? Serão necessárias aquelas aplicações todas?


O telemóvel é como o roupeiro: um amontoado de coisas que não usamos. Aplicações que já não abrimos há muito tempo; fotografias que nem sabemos explicar porque as tirámos, mas que guardamos para-o-caso-de, mas nem precisamos...; não precisamos de ligar a toda a gente a toda a hora; de enviar muitas mensagens curtas quando podíamos dizer de uma vez só tudo numa; e nem sequer precisamos da câmara fotográfica que nos tira a atenção da realidade; e muito menos precisamos de expor as nossas vidas nas redes sociais. Não precisamos, mas pensamos que sim.
Às vezes precisamos das mensagens e das chamadas, consoante as vidas e os trabalhos, e decide-se aderir a um tarifário para cobrir esses custos. Mas com a Internet até pagar por esses serviços se tornou desnecessário.
Quando decido que durante três meses, por exemplo, não vou precisar de tarifário, perguntam-me “como é que és capaz?”. Todos somos capazes de prescindir de coisas que não nos melhoram a vida. O telemóvel, a mim, só me faz prescindir de coisas que gosto realmente de fazer. Perco horas em redes sociais ou em aplicações que me tiram a liberdade de estar a caminhar, a ler um livro (em papel), de fazer desporto ou de sair com amigos. Isto sem me aperceber. O telemóvel rouba-nos o tempo: os vídeos não param de se seguir uns aos outros no YouTube; as notícias não param de surgir no feed do Facebook e abre-se uma e outra e quando se vai a ver já se está de novo no Facebook a ver o feed. Um descontrolo de que muitas vezes nem me apercebo.
Perco muito. Penso que ganho em ter um telemóvel e em utilizar a intenet, e ganho, em parte, porque me é útil sobretudo profissionalmente, mas em termos de qualidade de vida, perco. E tu?

Trabalhos para estudantes da Universidade de Coimbra

Trabalhar enquanto se tira um curso pode ter várias motivações. Eu procuro sempre conciliar trabalho e aulas. As vantagens podem ser muitas mas se não houver organização pode ser simplesmente um estrago.
É cada vez mais importante terem no currículo que fizeram voluntariado, estagiaram numa empresa, ou que se esforçaram por aprender alem da sala de aula. A remuneração em dinheiro não é tudo, aliás não é quase nada quando há a oportunidade de crescer, aprender, de nos enriquecermos com cada experiência e com a possibilidade de ouvir outras pessoas.
Tirar um curso é cada vez mais comum e vocês têm de se destacar das muitas pessoas que procuram o mesmo emprego que vocês. Na universidade e arredores há inúmeras ofertas de empregos/estágios/voluntariados. Eu vou dar o caso da Universidade de Coimbra porque é a que conheço melhor, mas todas as instituições de ensino superior te podem oferecer estas oportunidades, por isso agarra-as!

Exercício físico sem sair de casa e sem gastar dinheiro

Não há dinheiro nem apetece sair de casa? Isso não pode ser desculpa para não fazer exercício físico. Há várias atividades desportivas; facilmente se tem acesso a um computador com internet; há cada vez mais pessoas que adquirem máquinas de exercício físico (passadeiras, bicicletas, etc) ou que têm um simples tapete onde podem fazer váários exercícios; e há os parques da cidade com espaços verdes, com máquinas de exercício e com pessoas a quem se pode desafiar para uns treinos.

Vamos treinar? Eis algumas dicas.


Negociarrão, sim ou não? #9

Quantas vezes se começa a ler um artigo e a meio nos lembramos que ainda não se fez aquilo-que-há-tanto-tempo-se-tinha-pensado-fazer?

Não são raras as vezes em que deixamos para outro dia o que se podia ler ou fazer no momento e, já que tem-mesmo-de-ser, a empresa Read It Later criou uma aplicação (gerida pela Mozilla, desde 2017) para guardar tudinho.



Com mais de 14 milhões de downloads, a aplicação de telemóvel/computador/tablet Pocket (antes chamada de Read It Later) permite guardar e organizar artigos, vídeos, imagens ou outra coisa qualquer. Sem necessidade de ligação à internet, pode-se aceder a ela em qualquer lugar e o download e utilização são gratuitos.

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