Detalhes fotográficos


Locais específicos é o tema de hoje e o meu é o Panteão Nacional. Monumento que alberga os túmulos das mais importantes figuras nacionais, de Luís de Camões a Amália Rodrigues. Conta com muitos visitantes diários, mas acredito que há pormenores que só se conseguem obter pela fotografia. O ângulo e o contraste da luz e sombra dão às fotografias deste monumento algo que não vemos a olho nu, por um lado, mas também um novo olhar sobre o edifício histórico e sobre a História.




Refugiados

«É incorreto escrever sobre pessoas sem passar um pouco pelo que elas estão a passar» (Kapuscinski, Mais um Dia de Vida - Angola 1975, p. 49).

Foto por Joana Maia

As estórias que se contavam sobre os refugiados ficaram numa neblina, deixou de se falar neles. Os meios de comunicação social não mais encontraram imagens chocantes sobre eles mas a sua realidade ainda deve continuar instável, uns a tentar enquadrar-se nos países que entretanto os acolheram, outros a fugir, sem um destino certo, da guerra. Alguns ficam pelo caminho - morrem afogados, com fome ou frio ou por envenenamento, minas ou acidentes são os casos mais comuns, mas há também refugiados que morrem por suicídio, asfixia, fogo posto, homicídio ou falta de cuidados, embora em menor percentagem.

"Os líderes mundiais permanecem insensíveis ao sofrimento dos refugiados. Tanto o secretário-geral das Nações Unidas como o Presidente dos Estados Unidos tentaram estimular alguma acção com a organização de cimeiras de alto nível este mês. Negociações prévias indicam porém que a cimeira das Nações Unidas está condenada a ser um fracasso mesmo antes de começar, e parece improvável que na cimeira de Obama se consiga apanhar os cacos.A desesperada urgência resume-se bem no que está a acontecer agora mesmo num pedaço de deserto entre as fronteiras da Jordânia e da Síria conhecido como a “berma”.Mais de 75.000 mulheres, homens e crianças estão ali encurralados há quase um ano. Quando um posto militar da Jordânia foi alvo de ataque em Junho, o país cerrou totalmente a já muito restrita fronteira com a Síria, abandonando os refugiados numa terra de ninguém, para lá do alcance das agências internacionais de ajuda humanitária.Assolados por tempestades de areia e sob o implacável calor do Verão, os refugiados sírios na berma lutam pela sobrevivência com reservas de comida e de água que diminuem muito rapidamente. Muitos estão gravemente doentes, e há relatos de que alguns morreram já". (Público, 15/09/2016) 

Fogem para tentar sobreviver mas alguns não conseguem atingir o seu objetivo. Fogem da guerra, de conflitos que duram há anos e não sabemos quando acabarão. Pouco se faz para acabar com eles, me parece. O documentário 300 Miles desafia-nos a quebrar o ciclo vicioso de olhar sem agir. A questão que deixa no final é: uma manifestação com milhões de pessoas de vários países, à mesma hora, será que poderia fazer a diferença? A guerra não acabaria de um minuto para o outro mas talvez fizesse pressão sobre os líderes, sobre Bashar al-Assad, por exemplo, o senhor que ocupou o trono na Síria, depois do seu pai Hafez al-Assad que governou o país durante 30 anos até à sua morte. Bashar é o atual presidente da Síria e não abandona o poder.

1. A sociedade é cada vez mais individualista;
2. A sociedade informa-se sobre estes conflitos com base nas informações que os media lhes apresentam, por vezes descontextualizadas e portanto quem vê não percebe tudo, notícias que passaram por um filtro que muitas vezes deixa apenas chegar ao público o enorme número de mortes e feridos e pouco mais;
3. A sociedade tem medo, medo que venham destruir o seu país e as suas vidas; as pessoas sentem que a qualquer momento tudo pode mudar, com uma bomba, por exemplo.

É esse o panorama que saliento. Pontos que me fazem questionar: como mudar se a sociedade está assim? Como acabar com a guerra, com o sofrimento? Como fazer com que as pessoas sintam compaixão, pensem que aquelas pessoas podiamos ser nós, que não é por estarem distantes de nós que hão de ser diferentes, como?! Compaixão e educação/informação serão o suficiente?

Esta não é apenas a maior crise humanitária na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, mas sim a crise que vai definir e moldar o futuro de todos nós.

Quinta da Regaleira em Imagens

No post sobre Sintra prometi-vos a Quinta da Regaleira, o que mais surpreendeu nesta vila portuguesa e que NÃO pode perder se lá for. Por quatro euros podemos estar o dia todo lá, sair e voltar a entrar. Um espaço muito bem cuidado, sem lixo, muita vegetação e muito para descobrir. Grutas e monumentos que me deixaram boquiaberta ao pensar que foram pessoas a fazer uns trabalhados pormenores, a magicar tudo e a edificar. 



 

Sintra em Imagens


Sintra surpreende. Imaginava uma pequena vila sem muito para ver, só com o Palácio da Pena imponente no topo de uma montanha e depois as casas, cá em baixo, sem muito mais a dizer. Quando saio do comboio desabafo um "uaauh".

A aspirante a médica que escreveu uma carta aberta a Marcelo

0.47 pontos de média a separaram do curso de Medicina em Portugal. Escreveu uma carta aberta ao presidente da República. A Visão publicou-a. As críticas, os confusos e as notícias foram muitas. Tudo com o mesmo ponto de partida: a carta.

Maria Barros candidatou-se ao seu curso de sonho, Medicina, com uma média de 17.3 valores, mas em Portugal as médias de acesso são elevadas e escassas para quem quer cuidar dos outros. Por isso escreveu uma carta aberta a Marcelo Rebelo de Sousa. Esta:

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