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A fonte da fuga de informação
“A primeira mensagem era apelativa, mas vaga. ‘Olá, querem informação?’ Foi assim que o autointitulado John Doe - nome frequentemente usado pelos anglófonos para falar de uma pessoa não identificada - se dirigiu ao jornal alemão Süddeutsche Zeitung”, conta o Diário de Notícias.
A maior fuga de informação a que o Jornalismo alguma vez assistiu
chama-se “Papéis do Panamá” (Panama
Papers, em inglês). Os dados foram divulgados por uma fonte que se identificou apenas como John
Doe ao jornal alemão Süddeutsche Zeitung e disse ter divulgado os documentos devido à
“escala das injustiças” que estes revelavam, nomeadamente “a desigualdade de
rendimentos”.
A fonte de informação diz ainda estar disposta a colaborar com investigações
criminais "dentro dos possíveis", e salienta que a empresa Mossack Fonseca, "apesar de inúmeras multas e violações das
regulamentações que estão documentadas, continuava a encontrar aliados e
clientes em firmas de advogados de grande dimensão em quase todo o mundo".

