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O que é que eles/elas têm que é diferente de nós?


Sauli Niinistö, Sibelius, Kaija Saariaho e Magnus Lindberg, Esa-Pekka Salonen, Jukka-Pekka Saraste, Sakari Oramo e Osmo Vänskä ou as marcas Nokia e Linux. Conhece estes nomes? Sabe o que têm em comum?

Se não sabe, não está preparado para ir a Suomi. A terra do Pai Natal; da neve e dos lagos, como simboliza a bandeira banca e azul. 



Marcelo Rebelo de Sousa


Na Escola

Celinho, como era chamado, repetiu um ano. Por lei, só podiam fazer o exame de administração da quarta classe ao liceu os alunos que completassem 10 anos até outubro. Era óptimo aluno. Portanto podia ter feito o exame da quarta classe quando ainda frequentava a terceira, mas agora atrasa um ano e é repetente. (Matos, 2012: 65)

«Quando se refere a um exame ou prova que não correu bem, está a falar de um 18. Se corre mal, estamos perante 16 ou 17».  (Matos, 2012: 77)

«Um dos segredos do seu sucesso é não deixar florir a magnólia, como aconselhara Marcello Caetano». Isto é, ter tudo organizado antes do inverno, senão o grau de dificuldade era maior.  (Matos, 2012: 117)

Enquanto Professor

Na primeira aula dos seus caloiros, Marcelo «expõe a história da universidade e do curso», à semelhança do que Marcello Caetano fez com ele em 1966.  (Matos, 2012: 116)

Aos caloiros dá no máximo 16 valores, «por mais brilhante que seja o aluno»  (Matos, 2012: 121)

«Mantendo duas tradições há muito inauguradas: levar os alunos às galerias da Assembleia da República para assistirem a debates parlamentares; e realizar megajantares com os estudantes das suas turmas»  (Matos, 2012: 369)

Mitos ou Verdades

1 Escreve dois textos diferentes simultaneamente

Antes do exame da quarta classe parte o pulso esquerdo a jogar futebol. O problema é que era canhoto. Por conseguinte, treina-se a escrever com a mão direita e consegue. A partir daí, continua a escrever com a mão direita, mas desenha com a esquerda e faz à canhota as tarefas que exigem mais precisão, como barbear-se. (Matos, 2012: 67)

2 Dorme três a quatro horas por noite

Em 1981, jogava ténis, praticava natação e adorava organizar rallie papers. Daí surgir o mito. «Embora quem o conheça conte que dorme pouco, às vezes muito pouco, mas que em geral dorme mais do que faz saber.»  (Matos, 2012: 374)

3 Escreve com as duas mãos ao mesmo tempo

Quando estava a redigir um discurso, «agarrou no telefone e continuou a escrever, depois pegou noutra folha e, com o telefone preso no ombro, começou a tirar notas da conversa com Balsemão sem deixar de escrever o discurso. Estava a escrever com as duas mãos e a falar ao telefone, garante Fernando Frutuoso de Melo.»

4 Dita dois textos ao mesmo tempo

Ocorria no Expresso, com as secretárias. Depois houve «uma ligeira evolução. Ditava os textos em casa para cassetes e entregava-os às secretárias, que, por vezes, ouviam a voz metálica de Marcelo com um ruído de água por fundo, imaginando que fosse ele a ditar os textos no duche…»  (Matos, 2012: 380)

5 Escreve artigos enquanto faz orais

6 Toma banhos de mar no inverno

7 É capaz de receber um embaixador em cuecas sem o diplomata perceber

(Mas ainda há mais lendas... se bem que tudo isto é afinal verdade)

Momentos Marcantes, Polémicos, Interessantes

  • Artur Portela e Filho chama-lhe babygrow político no jornal República a janeiro de 1974.


  • Marcelo escreve que Balsemão é «lélé da cuca», no jornal de Balsemão.


  • A tragédia de Camarate – cai o avião onde ia a bordo Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa – fê-lo passar «por uma fase de depressão profunda»  (Matos, 2012: 365)


  • «Nem que Cristo desça à Terra!» - A jornalista do Público ao inquiri-lo, em 1996, sobre se ele se ia candidatar a líder do Partido Social Democrata (PSD), Marcelo responde “Nem pensar, nem pensar!... Não, não e não!... Em caso algum! Nem que Cristo desça à Terra!...”. Certo é que “Cristo desceu à Terra”.


  • Oferece os seus 30 mil livros à biblioteca de Celorico de Basto, que dois anos depois ficará com o seu nome.


  • Patrocinou ou pagou os estudos a mais de 50 estudantes pobres


  • Pouco tempo após começar os seus comentários na TVI, em 2000, «faz um comentário a partir da capital francesa, num estúdio em que para se ver o Arco do Triunfo por detrás do comentador é preciso sentar Marcelo numa tábua, meio de esguelha, numa janela aberta. (…) faz o programa no parapeito e a tremer de vertigens sem que os espectadores percebam.»  (Matos, 2012: 622)


  • Em 2001 anuncia a morte de Henrique Barrilaro Ruas e o general norte-americano Norman Schwarzkopf. Certo é que eles estavam no mundo dos vivos. (Barrilaro viria a falecer em 2003 e Norman em 2012)


  • «Leva para os estúdios uma caixa onde está uma valiosa medalha de ouro pro justitia criada pela Faculdade de Direito, uma distinção que ia ser atribuída ao Papa João Paulo II. Mas deixa a caixa fora de estúdio, não sabe bem onde, e quer mostrá-la no programa. Enquanto o pessoal da TVI mostra todo o tipo de caixas que encontra, por detrás da câmara, Marcelo, vai tentando conversar com o jornalista Júlio Magalhães que tem o ataque de riso emdireto mais célebre da televisão portuguesa. Os espectadores não veem, mas os operadores de câmara também riem agarrados à barriga, o momento hilariante dura 12 minutos, o que é uma eternidade naquelas circunstâncias.»  (Matos, 2012: 624) 




Gostaram? O que gostariam de saber mais sobre o professor?

Comentem. Obrigada!



Brevemente: Opinião sobre o livro.

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