"A única maneira de fazer um bom trabalho é amando aquilo que se faz" - Steve Jobs, fundador da Apple
O meu estágio de verão na Rádio Canção Nova chegou ao fim, no dia 31 de agosto. Bons momentos lá passei, entre risadas e gargalhadas houve muito trabalho, felizmente. Hoje vou-vos contar as minhas tarefas diárias.
Estou a estagiar na rádio Canção
Nova, como disse AQUI. A rádio fica a cerca de 14 km de onde
moro e costumo pedalar toda essa extensão de estrada na vinda para o doce
Lar. Eis o episódio:
Dizia eu: 'Tudo menos rádio! Não gosto e não quero!'
Porque havemos de dizer que não gostamos se não experimentámos?
Os trabalhos em áudio que fiz na universidade ficaram longe da realidade do que é a rádio em contexto profissional. Não tive jornalismo radiofónico, por opção própria. Prefiro imprensa ou televisão. Adoro escrever, ficar com a indecisão de que palavra passar para o papel e dá-me gozo ficar a pensar no texto que mais faz sentido para o momento que conto. Gosto de buscar inspiração nas experiências que vivo, nos livros que leio, no que vejo.
Como não consigo não fazer nada nas férias, deixei o sofá e agi. Fui pedir estágio à Canção Nova onde falei com a jornalista Sandra Dias. Na reunião com o senhor administrador, perguntou-me se queria rádio ou televisão e eu expliquei-lhe que me faltava experimentar rádio e que considero que a imprensa, rádio e televisão têm diferenças entre si mas mesmo assim complementam-se. Há características comuns às três e há características próprias.
Sem a imagem, o locutor tem de dar o máximo de si. É a voz o seu principal instrumento porque, embora use gestos, o ouvinte não os vê. Enquanto fala, o locutor segue um guião que preparou previamente e controla o tempo da emissão, das músicas, dos programas, dos spots publicitários, sabendo que de repente pode ficar com a voz cortada pelo sinal horário que assinala automaticamente as horas - Piii-piii-piii-piii 17 horas no Continente e na Madeira, 12 horas nos Açores...