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Opinião: Ronaldo atira microfone da CMTV a lago

O jornalista da CMTV, Diogo Torres, perguntou ao jogador: “Ronaldo, preparado para este jogo, hoje?” e, na sequência desta pergunta, o avançado da seleção portuguesa agarrou no microfone e atirou-o para o lago. 


De um lado o ato de atirar um microfone a um lago na sequência de uma questão de um jornalista e, do outro, o facto da CMTV ter entrado numa área onde não era permitida a entrada de jornalistas para questões.

Ponto 1 - Era preferível dizer que não respondia ou simplesmente ficar calado ao ouvir a questão do jornalista em vez de atirar o microfone ao lago. Se a fonte tem direito a não responder, o jornalista tem direito de resposta.

Ponto 2 - A CMTV entrou num local onde não era permitida a entrada de jornalistas. 

Ponto 3 - A CMTV deve apresentar queixa, sobretudo caso o microfone tenha ficado danificado.

Opinião: "ser homossexual faz mal à saúde"?

Foto: CMTV
A começar pelo nome, a homofobia já denuncia (e denunciava) algo de errado.
O comentador João Malheiro disse que "ser gay faz mal à saúde", fundamentando o seu argumento com a afirmação errada de que “só há cerca de 10 ou 15 anos a Organização Mundial de Saúde (OMS) entendeu a homossexualidade como não doença, até contra a minha opinião”. Na realidade foi há 26 anos, em 1990.
Porém, não é a primeira vez que João Malheiro dá a sua opinião sobre homossexualidade. "Os homossexuais julgam-se superiores! Estou farto! Estou cansado dos homossexuais que têm a mania que são melhores que os heterossexuais", disse no programa "Flash! Vidas". Afirmação que, mais uma vez, não explicou. Eu, sinceramente, não percebo porque é que o jornalista João Malheiro considera que eles se acham superiores aos outros. Conhece assim tantos para ser uma amostra tão grande que lhe permita tirar esse género de conclusões? Porque é que distingue os homossexuais dos heterossexuais?
Mais, porque é que “a violência pode ser um ato de amor”? Fala sobretudo da violência verbal, mas nem que fosse a física, como assim um ato de amor? Explica o comentador desportivo que o ciúme leva por vezes a que alguém dê um estalo ao/à companheiro/a sendo por isso um ato violento por amor, embora "reprovável". 
São estas opiniões que levam a atos de violência; aos números de mulheres e homens mortos por violência doméstica e aos outros que sofrem nas mãos dos agressores; a um sofrimento de quem é homossexual ou LGBT; a uma não aceitação do que, ou de quem, é diferente. Mas, afinal, não somos todos nós diferentes e todos IGUAIS? Cada um tem as suas características e especificidades, mas também todos nós nascemos da mesma forma, enfrentamos desafios, partilhamos o planeta Terra. Partilhamos também experiências e saberes, sendo que temos de ter uma mente aberta para podermos aprender, crescer, ser mais e melhor no que somos e fazemos lembrando sempre que ninguém é superior a ninguém e que não se pode dizer "nunca" porque um dia pode-nos calhar a nós. Sabem porquê? Porque somos todos IGUAIS.
Imagine, João Malheiro, e imagina tu que estás a ler isto, que o teu filho era homossexual. Mandava-lo para o médico para se curar? Apoiava-lo? E se tu fosses homossexual? E se tu não gostasses de ser homem/mulher e quisesses ser mulher/homem? Que fazias?
Vejamos que, felizmente, o mundo está em constante evolução, com novas descobertas e novos hábitos de vida. Vejamos que antigamente se acreditava piamente que a Terra estava no centro do universo, mas agora sabe-se que é o Sol que está no centro e os planetas giram à sua volta. Houve uma evolução de métodos e depois uma mudança de mentalidades. Uma alteração progressiva mas, como em tudo, há quem continue com a sua opinião e não a mude, não se meta no lugar do outro, o que é algo que um jornalista deve fazer, como dizem os códigos deontológicos que regem a profissão.
Houve uma progressiva evolução de definições de conceitos e o de homossexualidade alterou também. Tal como o de homofobia que vem do grego “homo” (significa “igual”) e “fobia” (“medo”) mas que se alargou para o ódio, a aversão, repulsa, nojo, enfim, qualquer sentimento contra a homossexualidade. 
O problema é que para além de João Malheiro há mais pessoas que são homofóbicas. Quando me dizem esse género de opiniões tento sempre perceber porquê e questiono-as, mas até agora ainda nenhuma dessas pessoas me deu uma justificação tão válida que me fizesse mudar a minha visão. Sabem porquê? Porque somos todos IGUAIS. Não neguem isso ou , pelo menos, quando negarem dêem boas justificações.

Quem é João Malheiro?

Opinião: Há coisas que não percebo

Porque é que os programas que ensinam só são transmitidos à noite? Jornalismo e entretenimento são duas realidades opostas?

Entre os quatro canais generalistas, o mais educativo é a RTP2. De manhã à noite quem quer aprender tem um canal. Os outros preferem copiar-se e apostar mais no entretenimento. Neles pode-se aprender, mas é preciso estar bem atento para que a informação útil não nos passe ao lado.

Sou apologista do entretenimento e da informação. Dois polos diferentes. Não obstante, também gosto da ideia de que a rir se consegue aprender bastante. Daí gostar do Você na TV, programa de entretenimento. Por exemplo, recentemente falaram sobre mesas do século XVIII e fiquei a saber várias curiosidades interessantes que me cativaram de imediato.

Por outro lado, discordo totalmente de haver entretenimento num telejornal, onde é (pelo menos) suposto ser só Jornalismo. Significa que se deve separar Jornalismo de entretenimento, pois quando se vê o telejornal não é suposto rir. Não é esse o objetivo. Desopilar é sim o intuito de programas como o Você na TV. Porém, exemplificando, o telejornal da TVI (e a TVI24) teve uma atitute que não gostei nada e que mudou rapidamente o facto de eu já não clicar no canal 4 às 20 horas. Em pleno telejornal da noite, Judite de Sousa lê no teleponto que Miss Piggy e o sapo Cocas anunciam a sua separação. Como é normal, não o disse de forma séria, mas sim com um leve (sor)riso. Mais, em plena época de estio, o Parlamento está de férias pelo que os telejornais se tornam revistas cor de rosa. Andam atrás dos famosos/políticos para saber tudo sobre as suas férias e é como se não houvesse nada para dizer a não ser "política(os) na praia" ou gastronomia.

Não se aprende nada. Não se vêem reportagens no sentido pleno do termo. E o Jornalismo vai de férias. Já eu acredito que se aproveitassem esta altura para cativar os espectadores a ver Jornalismo de qualidade mais depressa ganhavam audiências. Afinal, não é nisso que (infelizmente) os canais querem?

Neste contexto de desagrado, a ansiedade de colmatar essa falta de qualidade e profissionalismo, leva-me a outros canais. Felizmente, esta semana passei a ter mais do que quatro canais na televisão. Caso contrário, a caixa mágica estaria desligada até setembro.

Recentemente (re)descobri então programas que ensinam. (Sim, eles existem.) O Quem Quer Ser Milionário e o The Money Drop são de dois canais generalistas. O que mais adoro é o primeiro, com o Malato, e dá à noite. O segundo é transmitido a boas horas. Depois, descobri o Sabia Que? do qual fiquei viciada. É mesmo incrível! Da RTP2 podia elencar mais uns quantos que gosto bastante. Um deles é sobre artistas. Dava à noite. Nunca mais o vi.

Percebem o problema? É que o entretenimento quando bem feito é espetacular e, por vezes, até se pode aprender. Porém, no verão os telejornais não fazem Jornalismo, mas sim outra coisa. Sem designação. Portanto, quem tem mais de quatro canais pode ver informação de qualidade, senão tem a RTP2 todo o dia. Ah! E ainda há a opção Internet para ver televisão, mas esta não é acessível a todos.  

Por fim, se a televisão deve ter o papel de serviço público, então há várias coisas que devem mudar. Não pensem só nas audiências. Caso assim continue, então o desinteresse vai aumentar e o conhecimento dos cidadãos que vêem televisão estagnar. Sim, porque nem todos têm acesso a mais de quatro canais e outros nem acesso a televisão têm. 

Serviço público de qualidade, regressa. Preferimos-te a ti!

Opinião: "Fazer entrevistas por e-mail não é uma entrevista é mais um questionário"

"Fazer entrevistas por e-mail não é uma entrevista, é mais um inquérito do que uma entrevista", defende José Alberto Carvalho numa entrevista ao programa E2 (RTP2). Eu vejo da mesma forma essa confusão entre Jornalismo e questionário. Porque uma entrevista jornalística é, nas palavras do jornalista, "lermos o rosto do nosso interlocutor, percebermos quando ele está a patinar numa resposta, quando ele não está suficientemente à vontade com um determinado raciocínio e interagir". Isto é, o entrevistador não pode ficar preso às perguntas que pré-preparou e tem de tentar saber muito mais para além do já conhecido. 
Ao invés, as novas tecnologias e a facilidade da Internet trouxeram erros que considero graves para o Jornalismo. Fico completamente preocupa e de certo modo irritada quando leio "entrevista" e sei que por trás está um e-mail. Não aceito isto. O que é que isso tem de entrevista?!
O problema dos questionários por correio eletrónico é precisamente o facto de o entrevistado poder reformular e corrigir as suas afirmações quantas vezes quiser. Nesse formato "o entrevistador tem tempo para pensar e para articular uma resposta", acrescenta José Alberto. 
Tal como já tinha sugerido num outro post, usem os e-mails para perguntar a disponibilidade do entrevistado e recorram ao Skype para as entrevistas. Sim, porque as deslocações nem sempre podem ser feitas pelo dinheiro necessário às mesmas.
A verdadeira entrevista jornalística é portanto aquela pela qual sou uma apaixonada. É a entrevista que desafia o interlocutor a pensar, mas também o próprio entrevistador tem de lidar por vezes com temas inesperados pois nunca abordados publicamente pelo entrevistado. É fazer as questões mais delicadas como também dar espaço para que se o entrevistado não quiser responder...tudo bem.

Já publiquei duas entrevistas cá no blogue que podem ler: ao João Torres e a João Santos.

Podem ler o post a que fiz referência AQUI

"Notícias" Wtf #29

DR

O Observador esquece-se que existem aldeias, desconhecidas pela maioria, onde se passajam meias e se recebe pão fresquinho pela manhã. Ah! E, já agora, onde se lava (toda a) roupa em tanques.Lamento a falta de consideração pelo interior de Portugal. Lamento a excessiva importância que dão ao litoral.Somos todos pessoas. Lembrem-se.

"Notícia" não verídica aqui.
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