Acho
incrível como a gente sofre. A gente e os animais. Desta vez são os pombos e
muito provavelmente muitas outras espécies. Entre elas, seres humanos.
Há
“matanças cíclicas” e abates de pombos cujo procedimento se baseia em gasear os
pobres animais que não têm culpa de serem tantos em Portugal. A forma de evitar
essas crueldades é-nos dita pelo jornal Público:
“contracetivos orais”. Diminuir a capacidade reprodutiva dos pombos pode também
ser conseguida através da substituição dos seus ovos por ovos de gesso.
E
porque é que não podemos ter tantos pombos? Para não haver uma praga, isto é,
para proteger a saúde pública. Certo é que abater animais não é a melhor
solução, pelo que apoio a ideia estrangeira da substituição por ovos de gesso.
Porém, não considero aceitável a medida de que agora tomo conhecimento. Sabem
quando se vê, nos filmes, os idosos sentados perto de um lago a dar comida aos
pombos? "É proibido, constitui contraordenação e o indivíduo é sujeito a
coima".
Sinceramente
não percebo qual o mal de as pessoas alimentarem os animais que deambulam
perdidos. Não percebo porque se há de pagar coima por estar a ajudar um
animal.
É terrível a forma como vemos animais e pessoas. É terrível
perceber a sua (des)valorização. Animais que são abatidos e mortos por serem
muitos e, por outro lado, pessoas que são insultadas por serem
muitas a fugir da guerra. A fugir de um sofrimento que não conseguem controlar.
A questão dos refugiados não é algo estranho ou anormal. Vários portugueses ainda se lembram bem do momento em que fugiram, muitos a salto, dos conflitos que assolavam países vários no tempo da Segunda Guerra Mundial. É um sofrimento inimaginável o tentar salvar os familiares de um conflito que os pode matar. De um conflito que não podem controlar, repito.
Admiro pessoas como os sírios que com grande determinação procuram sobreviver. São pessoas na sua maioria de classe média. Pessoas que querem trabalhar, ao contrário do que alguns afirmam. Vejamos que eles estão a contribuir para a economia dos países que os recebem. Eles fazem trabalhos que nós não aceitamos, talvez por serem menos remunerados, mas cujo retorno é importantíssimo para a economia.
Podem dizer-me que depois há a questão da saúde, educação e et ceteras que se incluem nas despesas da sua vinda. No entanto, eu olho para eles como pessoas e como pessoa racional que sou não consigo não ajudar quem tanto precisa. Por exemplo, visitando a página http://help-siria.pt.vu/ e, assim, contribuir cinco cêntimos. É dinheiro. Dá sorrisos.
Por fim, temos então de respeitar acordos e pessoas. Lembrar também os animais e a forma como combatemos problemas. Para tudo há uma solução melhor, mais racional, menos sofrível. Quer para pessoas, quer para animais.