"Mais de 3300 cursos profissionais, superiores e livres existem nas cerca de 1200 instituições de todo o país", segundo o jornal Público. É, por isso, extremamente complicado encontrar o curso que se adequa às nossas preferências.
Eu sempre quis seguir o curso de Línguas e Humanidades (no ensino secundário) e essa ideia não mudava, mas quanto ao curso universitário tinha sérias dúvidas. Queria tudo: História, Língua Gestual, Línguas Modernas e até quis ser professora de violino e ciclista profissional. A indecisão era terrível. Cheguei ao 12º ano ainda só com a certeza que queria ser professora (certeza que sempre tive desde a infância). Mas professora de quê?! Nunca tinha resposta. Aliás, ainda hoje vacilo quando me perguntam "professora de quê".
Sinceramente, só me comecei a preocupar realmente com a escolha do curso depois dos exames do 12º ano feitos. Até lá limitei-me a pensar "com uma média de 16 já podes escolher um curso que gostes". Assim foi. Superei a média de 16.
Chegaram as férias. O stress. Fui reler todos os panfletos e brochuras que tinha acumulado desde o 9º ano, pesquisei na Internet sobre as saídas profissionais, empregabilidade, pré-requisitos, comparei universidades, ouvi testemunhos, falei com várias pessoas de cursos diferentes. No meio de tudo isto, treinava ainda mais. Fazia longos percursos de bicicleta a pensar que "caso não consiga encontrar o curso que quero, dedico-me ao ciclismo". (Tinha de ter uma segunda opção. Aliás, profissionalmente costumo ter sempre uma segunda opção no caso de as coisas não correrem bem.)
Depois de várias pesquisas e de ter perguntado à minha Mãe inúmeras vezes "o que é que eu faço à minha vida?", comecei a ler um livro sobre Jornalismo que um professor me tinha recomendado. Li-o e cheguei à conclusão que não sabia nada de Jornalismo. Então optei por Jornalismo.
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Livro que me recomendaram: Nos Bastidores dos Telejornais RTP1, SIC e TVI, de Adelino Gomes. Foto: Cláudia Pereira
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Como podem ver a minha decisão foi tomada de forma ridícula, mas consciente. Se não fosse para Jornalismo ia para História. Pensei: "se fores para História só podes ser professora, a empregabilidade está uma miséria pelo que só se fores excelente é que tens emprego. Se fores para Jornalismo podes melhorar a tua escrita, ser professora e tens outros caminhos que te podem agradar muito, como fazer entrevistas". Assim foi: Jornalismo.
Quanto à escolha da universidade, foi fácil. Sempre quis estudar em Coimbra, pois considero fascinante a história dos monumentos, a vida académica e o facto de ser uma cidade pacata comparando com Lisboa. Então a primeira opção foi Jornalismo em Coimbra; a segunda foi Jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa e a terceira História na Universidade Nova de Lisboa. Com a média que tinha era quase certo que conseguia entrar na primeira opção.