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Estagiar na Rádio #3

"A única maneira de fazer um bom trabalho é amando aquilo que se faz" - Steve Jobs, fundador da Apple



O meu estágio de verão na Rádio Canção Nova chegou ao fim, no dia 31 de agosto. Bons momentos lá passei, entre risadas e gargalhadas houve muito trabalho, felizmente. Hoje vou-vos contar as minhas tarefas diárias.

Estagiar na rádio #2

Foto: Cláudia Pereira. DR

Estou a estagiar na rádio Canção Nova, como disse AQUI. A rádio fica a cerca de 14 km de onde moro e costumo pedalar toda essa extensão de estrada na vinda para o doce Lar. Eis o episódio:

Estagiar na rádio #1


Não digas nunca e não digas não farei.

Dizia eu: 'Tudo menos rádio! Não gosto e não quero!'

Porque havemos de dizer que não gostamos se não experimentámos?

Os trabalhos em áudio que fiz na universidade ficaram longe da realidade do que é a rádio em contexto profissional. Não tive jornalismo radiofónico, por opção própria. Prefiro imprensa ou televisão. Adoro escrever, ficar com a indecisão de que palavra passar para o papel e dá-me gozo ficar a pensar no texto que mais faz sentido para o momento que conto. Gosto de buscar inspiração nas experiências que vivo, nos livros que leio, no que vejo. 

Como não consigo não fazer nada nas férias, deixei o sofá e agi. Fui pedir estágio à Canção Nova onde falei com a jornalista Sandra Dias. Na reunião com o senhor administrador, perguntou-me se queria rádio ou televisão e eu expliquei-lhe que me faltava experimentar rádio e que considero que a imprensa, rádio e televisão têm diferenças entre si mas mesmo assim complementam-se. Há características comuns às três e há características próprias.


Podem ver alguns dos meus trabalhos em:

Os preparativos a um mês do Rio 2016

O Brasil prepara-se para receber os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, marcados para 5 de agosto. O evento “pode ser grande fracasso se alguns passos não forem tomados”, alerta o governador em exercício do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles.

Transportes e segurança são as prioridades. Apesar dos recentes cortes no orçamento do Estado e dos salários em atraso, o Brasil mobilizou um inédito aparato de 85 mil membros de forças de segurança para proteger atletas, espectadores e funcionários. A um mês da competição, falta concluir as linhas de metro projetadas para assegurar que os visitantes se mantenham longe das zonas mais perigosas da cidade. Segundo o governador interino, “o Estado deve mais de 400 milhões de reais (mais de 100 milhões de euros), às empresas responsáveis pelas obras”. 

No decreto de junho, Francisco Dornelles declarou o “estado de calamidade” do país por causa da grave crise financeira que está a afetar a preparação dos Jogos. “A resposta do Governo foi a promessa de uma transferência de 2,9 mil milhões de reais (cerca de mil milhões de euros) em fundos de emergência”, refere o Expresso.


Está ainda por resolver a questão da saúde pública. Cinco atletas recusaram disputar a competição pelo risco de contração do vírus Zika. Em entrevista ao G1, o cientista americano Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID), diz que o Zika não deve ser um problema durante o evento desportivo. 

Nos "Media": Da vida religiosa à universidade

Entrevista a Emília da Conceição Ribeiro

É da metrópole e via Skype que o RAMO D’ALÉM conversa com Emília Ribeiro. A vivência da religião começou em casa, mas depressa formou o grupo de jovens do Cercal e foi catequista. Um retiro aos 19 anos foi o “clique” para a vida consagrada. A vida religiosa já a levou a vários países, mas Portugal é agora o destino da sua missão. 

Podemos começar por falar sobre a sua meninice. Como é que foi a sua infância?

Foi uma infância muito agradável, a vivência na aldeia. Eu ajudava em casa e no campo, com os animais e nunca tive dificuldades no ambiente escolar.

Era uma aluna aplicada e os seus professores até diziam para ser professora.

A minha última professora foi sobretudo quem recomendou muito que eu fosse estudar
.
Nessa altura o cristianismo já estava presente na sua vida?

Como em qualquer ambiente cristão, rezávamos o terço em casa, participávamos quase diariamente na Eucaristia, ia à catequese.

Então não integrou nem grupos de jovens nem foi catequista?

Mais tarde. Aos 18 anos formámos um grupo de jovens no Cercal que não durou muito tempo e, nessa altura, ser catequista também ajudou a solidificar a minha fé, a ver as coisas numa perspetiva um pouco diferente.
Houve uma pessoa que me influenciou positivamente, e que eu considero um santo, que foi o padre Bento Simões com quem eu gostava muito de falar.

Qual considera que foi o “clique” para a vida consagrada?

Foi um retiro que fiz, aos 19 anos, na casa das Irmãs da Divina Providência, em Fátima, depois de elas terem falado da sua experiência numa Eucaristia. Começou a marcar de maneira diferente a minha vida.

Chegou a trabalhar de forma remunerada.

Acabei a escola aos 12 e com treze anos fui trabalhar para Fátima numa casa de artigos religiosos e que alugava quartos. Dois anos depois fui trabalhar para Tomar para uma família que tinha duas crianças. Estive lá 5 anos. Conheci uma realidade diferente, que foi a vida na cidade. Aprendi bastante e foi a partir daí que parti para a vida religiosa. Aos 19 anos é que eu comecei a questionar o futuro, depois de a minha Mãe morrer. Foram seis anos de luta, de procura, mas sempre querendo fazer aquilo que eu sentisse que era a vontade de Deus. Não a minha.

A morte da sua Mãe aos 16 anos pôs à prova a sua fé?

Não. Pelo contrário. Aliás, o padre Bento Simões foi quem me ajudou a ver que onde ela estava agora podia fazer muito mais por mim e por toda a família.

Como surgiu a decisão de ir para as Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres?

Depois do retiro e de passar fins de semana com as Irmãs da Divina Providência, percebi que não me sentia bem identificada com o que elas faziam. Faltava-me alguma coisa para dar o passo. Aos 21 anos, as Irmãs Concepcionistas convidaram-me para um retiro na casa delas e comecei a ir a outros com elas, a conhecer o trabalho que elas faziam. Isso entusiasmou-me. Fez-me ver que me sentia identificada com esse carisma.

Como é que os seus pais (pai e madrasta) reagiram à decisão?

O meu pai dizia-me que era muito sério e que não andasse a brincar com isso. Eu sabia que ele se sentia muito orgulhoso.

Ingressa na Congregação e vai para onde?

Primeiro estive em Fátima, depois em Elvas. Em 1997 fui para Roma e em 2000 para Moçambique.

Quando se lembra de África, o que é que pensa?

Tenho muitas saudades, foi uma missão que me encheu as medidas, porque senti que o trabalho que fazia ali podia não ser nada mas era muito para as pessoas que servíamos, principalmente para as famílias que ajudávamos no interior e para as crianças órfãs, desnutridas e com SIDA. O último trabalho que fizemos foi abrir uma casa para crianças órfãs que me chamavam “Mamã, Mamã!”. Tudo o que fazia dava-me muito gozo.

Foi difícil voltar para Portugal?

Depois de lá ainda fui para Timor, onde se vive uma situação diferente, porque não há tanta ‘miséria’ como em África. Vir para Portugal foi encontrar uma situação totalmente diferente, toda uma ‘engrenagem’ a que já não estava habituada. Desde o princípio coloquei nas mãos de Deus para que ele decidisse aquilo que ele achasse melhor e a obediência a Deus passava pela obediência às minhas superioras.

Então não foi uma decisão sua.

Não. Quer dizer, não foi uma decisão minha, mas acatada e muito bem aceite por mim.

Da mesma forma não foi uma decisão sua ir para a Universidade Lusófona, para o curso de Contabilidade, Fiscalidade e Auditoria.

Não, não foi e estava longe dos meus planos.

Como está a correr?

Mais ou menos, sobretudo ‘pelas matemáticas’ que estão um bocado esquecidas. Foram muitos anos sem estudar.

Por fim, o que significa para si ser freira?

Significa estar livre, disponível para servir o Senhor ao jeito de Madre Isabel, fundadora da nossa congregação. Vivemos com base nos votos de castidade – castidade, obediência, pobreza. É difícil a sociedade de hoje entender a vivência dos votos, mas para mim tem um sentido muito grande.

Entrevista para jornal RAMO D'ALÉM

Foto:DR

Foto: DR

Nos "Media": Dia da Internacionalização desafia a mobilidade

Na sequência da minha colaboração com o PIMC (Projeto Especial Imagem, Media e Comunicação), apresento-vos uma reportagem que se encontra integralmente em http://noticias.uc.pt/multimedia/videos/dia-da-internacionalizacao-desafia-a-mobilidade/ . 


No dia 4 celebrou-se o “Dia da Internacionalização da Universidade de Coimbra” (UC) que, para além da sessão solene, conta com mais iniciativas ao longo do mês de novembro. O evento inaugural teve lugar no auditório do Museu da Ciência da UC e contou com a participação de várias pessoas e entidades ligadas à internacionalização, bem como de estudantes de mobilidade cuja experiência internacional passa pela UC. (...)

Reportagem realizada por Cátia Barbosa, Cláudia Pereira e Joana Veríssimo, estudantes de Jornalismo da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

Nos "Media": As Mil e Uma Noites numa tarde no TAGV

A UCV - Televisão Web da Universidade de Coimbra (também conhecida por PIMK) é a minha mais recente colaboração.

Estou há cerca de um mês neste projeto e tem sido uma experiência completamente enriquecedora. Coloco em prática os conhecimentos das aulas e os profissionais que nos ensinam fazem-no com gosto, sem problemas. Ensinam de tudo um pouco. São mesmo simpáticos connosco, aprendizes.

Mais do que grata por pertencer a esta televisão universitária, estou satisfeita com a publicação do meu primeiro trabalho.

Foto: Cláudia Pereira. DR

Esta é a fotografia publicada de que vos falo. Encontra-se disponível em http://noticias.uc.pt/universo-uc/as-mil-e-uma-noites-numa-tarde-no-tagv/ .

História do Primeiro Trabalho Publicado

Chegada à Casa das Caldeiras, sede da UCV, fui confrontada com um desafio fotográfico. Eu e duas colegas tínhamos de ir ao Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV) e fotografar os cartazes da trilogia "As Mil e Uma Noites". Éramos três pessoas e cada uma tinha de tirar dez fotografias diferentes a um só cartaz. (Agora já percebem porque lhe chamei desafio.)

No final apenas uma fotografia ia ser escolhida. Para tal, tivemos de selecionar o local mais adequado, inclusive no que toca à iluminação, para que captássemos as melhores fotografias. Depois foi preciso dar asas à imaginação para conferir várias ângulos de um mesmo cartaz.

Das dez fotos que tirei talvez duas ou três tenham ficado bem. As minhas colegas tiveram uma prestação muito boa. Uma delas tinha as dez bastante boas até, mas um pormenor na parede estava demasiado visível e estragava um pouco a imagem.

Mais trabalhos se avizinham. Até lá, Internautas!

Nos "Media": O dia em que me pediram o Registo Criminal

Como já tinha dito aqui, tenho novidades: o meu texto sobre o registo criminal foi publicado pelo jornal regional Ramo d'Além. A opinião (inicialmente publicada neste blogue) que a seguir transcrevo foi adaptada ao referido órgão de comunicação.
Já fiz voluntariado num lar de terceira idade, em arqueologia, missão no Alentejo. Colaborei e colaboro com alguns jornais. Ah! E passei pela cozinha de um restaurante e por lojas de costura. NUNCA me pediram o meu registo criminal. Tenho ar de assassina? Ou de violadora?
Nada disso. Bem, estas "férias" vão ser recheadas de muito estudo e trabalho. Voluntariado no projeto "aTerra" tal como na colónia de férias da Cáritas. O registo criminal foi-me pedido precisamente por causa de ser monitora na colónia de férias. Vou trabalhar com menores. Meninos e meninas que merecem de facto serem tratados como pessoas. Essa minha listagem de crimes tem TODOS os crimes que eu já cometi. Ou seja, nenhum.
Ainda bem que assim é. Porém, nunca assim foi. Porque é que nos meus 3 anos de voluntariado com idosos nunca, jamais e em tempo algum me pediram o registo criminal? Tinha 13 anos quando comecei, e depois? Será que ninguém lê notícias e olha para a realidade tal qual ela é? 
Governo de Portugal e governos mundiais, compreendam que as crianças e os idosos são dois grupos de pessoas que nem sempre são tratados como tal. Muitas vezes indefesos, crianças e idosos sofrem maltratos, violações, et cetera. É necessário pedir o registo criminal para trabalhar/fazer voluntariado com essas pessoas. É necessária formação para trabalhar, nomeadamente com idosos.
Quantos são os lares nos quais as pessoas são maltratadas? Quantos? Pois é. Talvez o contacto com outras instituições seja necessário. Para se ser auxiliar de lar não é necessário um curso superior, mas são necessários valores como o respeito, a amizade, a capacidade de trabalhar em grupo e o amor pelos outros. Sejam eles teimosos ou faladores. As pessoas merecem o nosso respeito. E o sorriso e carinho deles vale muito, portanto vivam o carinho que eles dão e deixem o vosso registo criminal limpo.

Artigo de opinião publicado no jornal regional impresso Ramo d'Além Nº134, julho de 2015, página 09.

Foto: Cláudia Pereira. DR

Nos "Media": Entrevista ao "low-profile" João Santos

"Gosto de pensar que na origem toda a música é sacra"

João Santos, 36 anos, é compositor, organista e professor. O "espartilho" da educação levou-o a palcos internacionais. Para ele, música é tentar chegar ao inatingível. Considera-se um organista “low-profile” embora “sendo eu um português que algumas vezes vai ao estrangeiro”.


Foto: Cláudia Pereira

Como é que vê a valorização da música em Portugal?

Eu já fui professor, mas agora não dou aulas porque não preciso. Ultimamente tem-se assistido a uma desvalorização da música a nível nacional, nomeadamente nos apoios às escolas de música. Salvo algumas pessoas de boa vontade que continuam a ser chatas e a conseguir levar as coisas para a frente, mas a música já teve melhores dias em Portugal.

A cultura no geral também?

Sim, isto faz tudo parte do mesmo bolo. Há muito tempo que não tínhamos um ministério da cultura e agora temos um Secretário de Estado da Cultura [Jorge Barreto Xavier]. A cultura é uma das coisas mais importantes que um país pode ter. Sem cultura não há identidade.

No estrangeiro dão mais importância à cultura do que Portugal?

Vendo de fora à partida diria que sim, mas de certeza que lá [no estrangeiro] também há dificuldades, embora não como aqui [em Portugal]. Sendo eu um português que algumas vezes vai ao estrangeiro, diria que sim. [risos]

Como surgiu o gosto pela música?

Já é um pouco familiar. O meu pai era músico amador e quis a certa altura que eu tocasse guitarra, mas depois não conseguiu porque eu ainda era muito pequeno para tal. Depois só comecei a desenvolver essa vertente quando fui para o Seminário de Leiria, em 1992.

Em 1996 ingressou na Escola de Música do Orfeão de Leiria.

Sim. Nessa altura já estava a estudar no Seminário de Leiria onde tínhamos aulas de piano. Dentro do Seminário havia mesmo aulas de música e foi importante essa formação inicial. Gostei tanto que no primeiro ano que estive no seminário chumbei de ano e a partir daí nunca mais tive negativas. Às vezes é bom ter um ponto de viragem desse tipo.

Disse numa entrevista ao Região de Leiria, em 2013, que “tocar órgão era atingir o inalcançável” (C1).

Já não me lembro em que contexto [o disse], mas é possível, porque a música é uma arte simbólica e indizível. Para mim, música só instrumental é muito mais eloquente do que a que tem palavras. Um bom compositor define-se por conseguir transmitir sensações que de outra forma não conseguiria transmitir.
Principalmente quando falamos de música sacra tentasse atingir esse inalcançável, esse nível de perfeição, de transcendência.

Só toca música sacra?

Não, toco de tudo. Também toco piano, já dirigi orquestras e coros. Claro que o meu instrumento é o órgão, mas existe muita música que não é sacra. Se bem que a diferença entre música sacra e profana só faz sentido quando a mesma é composta com o objetivo de ser uma música sacra, litúrgica ou religiosa. Gosto de pensar que na origem toda a música é sacra, porque se Deus deu aos compositores dons para comporem, só por causa de ser um dom de Deus já é música sacra. As sinfonias de Beethoven não são música sacra mas são tão geniais que têm sempre um transcendente.

De organista passou a compositor.

Compositor é um acidente de percurso. Eu gosto de compor, mas para isso é preciso muita disponibilidade [bem como] alguma investigação e neste momento estou mais vocacionado para o órgão, concertos e às vezes utilizo músicas que já existem e faço arranjos musicais. Gosto de criar algo que nunca foi feito, mas também gosto de dar uma nova roupagem aos cânticos.

Já compôs quantas músicas? [risos] Já perdeu a conta?

Não compus um opus porque não são muitas. Já fiz bastantes arranjos e cerca de dez composições.

Concorreu com elas a concurso?

Sim, algumas [composições] concorri. Tenho agora duas obras corais que vão ser editadas numa revista na Alemanha. São duas obras que tenho em gaveta já há algum tempo. Uma delas já tinha sido finalista num concurso nos Estados Unidos. Ambas ficaram finalistas entre as melhores 15 e o diretor do concurso perguntou-me se eu aceitava que fossem editadas numa publicação especial para o concurso e estou à espera de receber um contrato para a edição daquilo.

Através dos concursos tem então conseguido chegar a vários pontos do mundo.

Concursos principalmente de órgão. Quando acabei o curso de órgão comecei a dar aulas e quando se começa [a lecionar] há um risco muito grande de ficar abandalhado. Então comecei a pensar em concursos para manter a forma. Em 2007 fui a Alkmaar, na Holanda, à primeira fase e só entravam doze. Em Freiberg (2009) e em Innsbruck (2010) consegui ir à segunda fase.
Ter de tocar em concurso é sempre diferente do que num concerto normal. É preciso uma adaptação muito rápida aos instrumentos. Neste momento já não posso ir a mais nenhum porque já passou a idade.

Já passou a idade?

Sim, têm um limite de idade. Até aos 30 ou 35 anos. Tenho 36.

Em maio deste ano deu um concerto no grande órgão da catedral de Notre-Dame, em Paris, uma das mais importantes catedrais da Europa. «Todos os sábados há concertos de órgão com grandes organistas internacionalmente conhecidos» (C2).

Eles agora estão a dar a oportunidade a mais pessoas. Eu tive sorte de ter pedido na altura certa. Para organistas que ainda são "low-profile" é bom ter isso no curriculum.

Então considera-se um organista low-profile?

Ao nível internacional ninguém me conhece. Não me considero um organista suprassumo.

O que agora pretende continuar a fazer?

Vou continuar a fazer concertos, a ser organista titular da Sé de Leiria [toca uma vez por mês] e do Santuário de Fátima. Fátima é a minha fábrica.



Citações

Questões a Fátima Silva


"Eu vou fazer 60 anos mas, na minha cabeça, eu não tenho essa idade e não penso sequer em reformar-me."

Perdeu a mãe aos quatro anos, o que foi um trauma. Quis ter filhos. Esperou doze anos por um. Ficou com uma depressão e adotou a Patrícia. Agora procura trabalhar até durante a reforma.
Maria Fátima Silva é assistente na Residência Universitária Combatentes, Coimbra.


Trabalhou na costura, em cantinas e foi doméstica. Gostava de experimentar outras áreas para além da vida ligada ao lar?

Estudei para aprender muito mais. Gosto de fazer trabalhos manuais, não só a costura mas também o ponto cruz.

De todos os trabalhos qual é aquele que a preenche mais?

Gosto muito de trabalhos manuais, coisinhas em tecido. Gosto muito de renda e de ponto cruz.

Foi fácil conciliar a vida doméstica com a vida profissional?

No início, quando era pequenina, não era muito fácil mas mais tarde foi-se equilibrando. Não era muito fácil porque quando nasceu a Patrícia (filha adotada) e eu trabalhava muito. Tinha de fazer as duas refeições principais nas cantinas.

Então gostava de passar mais tempo com a sua filha?

Sim, nessa altura sim. Mas depois vim viver para a minha atual casa, aqui em Coimbra, e pedi para mudar de horário para a poder ir buscar ao colégio e a partir daí tornou-se mais fácil porque já dava para a acompanhar.

Alguma vez pensou em desistir do seu trabalho? Mesmo com as hérnias discais?

Não. Eu não posso estar parada, é muito complicado para mim. Por estar fechada entre quatro paredes é que gosto de fazer esses trabalhos manuais para me distrair. Eu vou fazer 60 anos mas, na minha cabeça, eu não tenho essa idade e não penso sequer em reformar-me.

Maria Fátima Silva no seu escritório da Residência Universitária onde trabalha. DR


Mantém contacto com as suas amigas da escola?

Sim, com muitas. Ainda hoje mantenho contactos com os meus amigos da escola João Jacinto, era um grupinho espetacular.

Já a levaram ao Convento de Mafra?

Não, por acaso ainda não.

De onde veio esse sonho?

O meu marido sempre disse que era bonito e que me ia levar mas ainda não tive a oportunidade de ir. É mais uma brincadeira porque ele sempre me disse que me ia lá levar mas nunca me levou.

E gostava de visitar outros países? Quais?

Sim, adorava. Gostava de ir a países assim quentinhos, com praia. Mas também gosto de Portugal e adorava muito ir à Madeira. Já conheço bem Portugal, não por inteiro, mas algumas regiões conheço bem, como o Gerês, Lisboa e o Algarve.

Tem receio do que a reforma lhe possa trazer?

Sim, tenho. Não quero pensar muito nisso mas, se eu estiver autónoma, eu posso ficar em casa. Mas se eu não estiver capacitada para tratar de mim sozinha, eu prefiro ir para um lar porque eu não deixei o trabalho para cuidar da minha filha e também não quero que ela deixe o dela por causa de mim. Não quero que ela prejudique a sua vida por minha causa.



Cátia Barbosa
Cláudia Pereira

Nos "Media": Entrevista ao "Finger" João Torres

“A repetição é a mãe da retenção”


Tenta ativar o gosto dos jovens, fala com as pessoas e mostra-lhes Zeca Afonso. São músicas adaptadas e, portanto, não tal e qual as do Zeca. Os vinis foram o empurrão e agora não para até porque “o nosso êxito é a habilidade de irmos de um fracasso ao outro sem perdermos o entusiasmo”.

Cantor de rua João Torres, conhecido por "Finger" a tocar no Quebra-Costas, Coimbra. Foto: Cláudia Pereira

Nos Media: Teatro "O Amor Perfieto"


Os Pépétos apresentam comédia “em que ninguém dá um tiro com jeito” no CDSCCVN
Texto de Cláudia Pereira

Nos Media: Caminhada noturna reúne cerca de 85 participantes no Cercal


Texto de Cláudia Pereira

O Centro Desportivo Social e Cultural Cercal, Vales e Ninho (CDSCCVN) organizou a primeira caminhada noturna, no passado dia 11 de abril. O evento contou com cerca de 85 participantes.
A caminhada, de dificuldade média, começou com a concentração no Clube do Cercal. Divididos em dois grupos por intensidade de caminhada, seguiu-se um percurso por estradas e pinhais. No final do passeio houve caldo verde.
Os caminhadores mostraram-se satisfeitos no final do evento. “É uma boa iniciativa, pois para além de fazer desporto, temos convívio e brincadeira” e, portanto, “quantas mais [iniciativas] melhor”, salienta Isabel Baptista. A participante Filipa Constantino acrescenta ser “uma ideia interessante que permite pôr a conversa em dia com os amigos e aliviar o stress”, conclui.
A segunda caminhada decorreu ontem, 9 de maio. O CDSCCVN tem como objetivo “fazer uma caminhada noturna por mês até setembro”, porque “todas as pequenas ajudas são sempre bem-vindas”, esclarece a presidente Madalena Costa.

Artigo publicado no jornal regional impresso Ramo d'Além Nº132, maio de 2015, página 06.



Nos Media: Caligrafia Japonesa

No canto superior esquerdo tentei escrever o carácter "água". Tem um erro. Já no canto superior direito consta o meu nome "Cláudia". Foto: Cláudia Pereira

Dia Nacional do Estudante

Em Coimbra 


Neste Dia do Estudante, estudantes de Coimbra manifestam-se de mãos e pés atados,  contra os cortes na Educação.

A manifestação em Coimbra, aprovada em  Assembleia Magna, mobilizou cerca de 500 estudantes do ensino superior e politécnico por um melhor financiamento ao Ensino . 
O presidente da Associação Académica de Coimbra, Bruno Matias, recusou, no dia 23 de março, o convite do Primeiro-Ministro para almoçar "por uma questão de agenda, mas também de princípio”, pois “O Dia do Estudante é para ser celebrado com os estudantes, unidos, a reivindicar por melhores condições e por um ensino superior com mais qualidade", defendeu.
Ao invés, a maioria das associações académicas do país aceitou o convite do Governo e almoçou com Pedro Passos Coelho, em Braga.


Foto: DR

Os estudantes envergaram faixas, onde se lia "só faltas tu", numa referência àqueles que tiveram de desistir de formação superior.

Foto: DR
AAC coberta de preto (Foto: DR)
No protesto, Bruno Matias ao lado da imagem em cartão do ministro da Educação, Nuno Crato, para se lembrar a recusa do Governo de visitar Coimbra e observar as dificuldades e problemas sentidos pelos estudantes, esclareceu Bruno Matias. (Foto: DR)


Fontes de Informação:

(ao minuto 12:07) "Jornal da Uma", TVI, 24 de março de 2015
(ao minuto 5:49) "Jornal das 8", TVI, 24 de março de 2015

http://www.sabado.pt/portugal/detalhe/alunos_de_coimbra_de_maos_e_pes_atados_no_dia_do_estudante.html
http://www.udireito.com/2015/dia-do-estudante-assinalado-com-protestos-coimbra/
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/estudantes-de-coimbra-contra-um-governo-que-os-deixa-de-maos-atadas-1690185
https://acabra.wordpress.com/2015/03/24/estudantes-em-protesto-atados-mas-nao-calados/
http://www.sapo.pt/noticias/associacao-academica-de-coimbra-recusa_550f15eeb0c14f560cc96851

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