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"A informação quer ser livre mas a verdade é que há sempre alguém a querer controlá-la"


A frase não é minha, nem consigo reencontrar o autor que a disse, mas faz todo o sentido no contexto atual.
A informação presente em todo o lado — meios de comunicação social, na rua, nos dispositivos móveis, etc — é sempre algo tão poderoso que políticos, cidadãos comuns, todos nós acabamos por querer difundi-la, alterá-la, controlá-la. Mas será que a controlamos? Há quem controle a nossa informação e nós controlamos a dos outros?

Procuram-se leitores do Diário de Coimbra e/ou Diário As Beiras



Peço 3 minutos do vosso precioso tempo para responderem a um breve questionário online sobre os jornais Diário de Coimbra e Diário As Beiras.


Este é um dos métodos que vou utilizar na minha dissertação de mestrado, com o objetivo de saber a vossa opinião sobre esses dois principais jornais regionais sediados em Coimbra.
Conto convosco?
Caso possam partilhar fico-vos ainda mais grata! Obrigada!



Arrependimento de estudar Jornalismo e Comunicação

Foto por Justin Luebke

Há 3 anos, dei o meu testemunho sobre a forma como escolhi o curso e a universidade. Há 4 anos, entrei na minha primeira opção: a licenciatura em Jornalismo e Comunicação na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC). Hoje, pretendo fazer uma espécie de balanço do que tem sido cursar nesta área, explicar-vos afinal em que consiste o curso e o que é isso do Jornalismo e da Comunicação. Isto de forma beem simples (uma das coisas que vão perceber na faculdade é que dá para complexificar TUDO, até uma simples definição do que é uma cama pode ser tão difícil e haver tantas opiniões que não se chega a uma definição única).

Quando entrei para o curso, apenas se chamava licenciatura em Jornalismo, mas depois de uma reforma que houve na Universidade de Coimbra, passou a ter o nome de Jornalismo e Comunicação. Em termos de unidades curriculares, o curso oferece sobretudo aquelas ligadas ao jornalismo (escrito, de rádio, televisivo, multimédia) e outras ligadas à área da comunicação estratégica das organizações. (Se não souberes a diferença entre jornalismo e comunicação, aconselho este artigo.)


Diferença entre Jornalismo, Comunicação e Comunicação Social

Há 3 anos, dei o meu testemunho sobre a forma como escolhi o curso e a universidade. Há 4 anos, entrei na minha primeira opção: a licenciatura em Jornalismo na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC). Este curso passou a chamar-se Jornalismo e Comunicação, mas há outros, com nomes similares e, na hora da escolha, isso pode dificultar. Por isso, e antes de vos dizer se estou ou não arrependida do curso (direi num próximo post), vou começar pelas definições de jornalismo, comunicação e comunicação social.



Jornalismo é uma área que engloba jornais, rádio, televisão e digital (multimédia). Um jornalista tem atualmente de ter conhecimentos em diversas áreas e de diversas plataformas: por um lado, tem de perceber (ou pelo menos deve estar a par da atualidade) de economia, desporto, cultura..., mas também deve saber produzir conteúdos para diferentes formatos (escrever bem, saber filmar e editar vídeos, criar gráficos ou infográficos, saber fotografar, gerir redes socias de forma eficiente...).

Qualquer pessoa pode ser jornalista e não é preciso curso superior para exercer a profissão, embora eu seja da opinião que o curso permite alargar horizontes, preparar para o mercado de trabalho e dar lições (por exemplo de ética) que vão ser seguramente muito úteis no futuro profissional.
O jornalismo é normalmente visto como a informação séria e deve de facto sê-lo: rigorosa, contrastada, que procura a verdade. Mas apesar dessa base comum, nem todas as publicações são iguais e, apesar de serem tão diferentes nos formatos e conteúdos, as revistas cor-de-rosa (a Maria e afins), os jornais como o Expresso ou revistas como a Sábado e a Visão enquadram-se na definição de jornalismo.



Comunicação é uma área vastíssima. Nas instituições de ensino superior, irão encontrar dentro desta área nomes como relações públicas, comunicação organizacional/empresarial, publicidade, marketing, assessoria, que se referem à gestão estratégica imprescindível em qualquer instituição (empresas, organismos públicos ou entidades sem fins lucrativos, ou seja, às organizações em geral) ou a pessoas em particular (o caso de assessores de políticos). Pode-se dizer que o objetivo da comunicação é melhorar os resultados da empresa, em termos económicos, de reputação, alcance...

Nesta área podemos encontrar também cursos especificamente vocacionados à comunicação com o público ou direcionados à gestão do online (de blogues, redes sociais, etc).
Se ainda tens dúvidas sobre as funções dos profissionais desta área, aconselho o artigo da Uniarea: "À conversa com um aluno de Relações Públicas e Comunicação Empresarial".



A diferença entre os cursos de Comunicação Social e os de Jornalismo é que os primeiros englobam o entretenimento e o jornalismo; o jornalismo é apenas a "informação pura e dura", como se costuma dizer.





É essencial saber o que se quer depois do curso. Que profissão queres seguir? Onde? O que te vês a fazer durante 10 anos? E 20?




A melhor forma de escolher a opção correta é escolhendo aquela que melhor se adequa aos nossos objetivos profissionais: se quero seguir investigação, vale a pena investir num curso focado em teoria e em metodologias de investigação, artigos científicos, etc; por outro lado, se pretendo ser jornalista num órgão de comunicação social, provavelmente compensa-me um curso que alie a teoria à prática e ofereça a possibilidade de estágios (de verão, extracurriculares ou até estágios integrados).




A escolha é tua.





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Foto por Kevin Bhagat

Trabalhos para estudantes da Universidade de Coimbra

Trabalhar enquanto se tira um curso pode ter várias motivações. Eu procuro sempre conciliar trabalho e aulas. As vantagens podem ser muitas mas se não houver organização pode ser simplesmente um estrago.
É cada vez mais importante terem no currículo que fizeram voluntariado, estagiaram numa empresa, ou que se esforçaram por aprender alem da sala de aula. A remuneração em dinheiro não é tudo, aliás não é quase nada quando há a oportunidade de crescer, aprender, de nos enriquecermos com cada experiência e com a possibilidade de ouvir outras pessoas.
Tirar um curso é cada vez mais comum e vocês têm de se destacar das muitas pessoas que procuram o mesmo emprego que vocês. Na universidade e arredores há inúmeras ofertas de empregos/estágios/voluntariados. Eu vou dar o caso da Universidade de Coimbra porque é a que conheço melhor, mas todas as instituições de ensino superior te podem oferecer estas oportunidades, por isso agarra-as!

Coimbra acolhe Jogos Europeus Universitários



O maior evento multidesportivo alguma vez realizado em Portugal vai ter lugar em Coimbra, de 15 a 28 de julho de 2018. Realizado a cada dois anos, os EUG2018 - Jogos Europeus Universitários 2018 vai reunir em Coimbra estudantes de 350 universidades europeias.

Envolve mais de 4000 atletas de 40 países a competir em 13 modalidades (masculino e feminino) diferentes: andebol, badminton, basquetebol, canoagem, futebol, futsal, judo, ténis, ténis de mesa/ténis de mesa adaptado, remo, râguebi e voleibol.

Para além dos atletas, irão participar mais de 1000 voluntários, 500 treinadores e dirigentes e 300 árbitros.

quarta edição dos EUG é inovadora: pela primeira vez a canoagem entra na competição; os atletas com deficiência podem participar nos EUG 2018 na modalidade de ténis de mesa adaptado.
Coimbra recebe a quarta edição dos EUG, depois de se terem realizado pela primeira vez em Córdoba (Espanha) em 2012, seguindo-se Roterdão (Holanda) em 2014 e Zagreb (Croácia) em 2016. Sendo Coimbra a cidade mais pequena onde alguma vez se realizaram os EUG, as questões de maior dificuldade são ao nível do alojamento e transportes. Mas ao contrário das restantes cidades Coimbra é, nas palavras de Alexandre Amado, Presidente da Associação Académica de Coimbra (AAC), a cidade "que tem uma dimensão universitária única".

A Comissão de Supervisão da EUSA (Associação Europeia de Desporto Universitário) é a entidade máxima responsável pelos Jogos Europeus Universitários.

Mais informações

Nas Gavetas Escondidos #42


Ando muitas vezes à procura da história que não me deixe sair dela antes de acabar de a ler. Pesquiso a qualidade. Procuramos os melhores vídeos, os melhores filmes, o melhor Jornalismo.
O site divergente.pt é excelente ao nível de jornalismo multimédia. Sabe apresentar os conteúdos com a duração certa, procuram as melhores estórias e aquelas que poucos conhecem. Têm aquilo que falta ao jornalismo de hoje: tempo. Conseguem investigar, explicar, produzir conteúdos com qualidade, aprofundar.
Por tudo isto, merece uma atenção especial, a vossa.

A aspirante a médica que escreveu uma carta aberta a Marcelo

0.47 pontos de média a separaram do curso de Medicina em Portugal. Escreveu uma carta aberta ao presidente da República. A Visão publicou-a. As críticas, os confusos e as notícias foram muitas. Tudo com o mesmo ponto de partida: a carta.

Maria Barros candidatou-se ao seu curso de sonho, Medicina, com uma média de 17.3 valores, mas em Portugal as médias de acesso são elevadas e escassas para quem quer cuidar dos outros. Por isso escreveu uma carta aberta a Marcelo Rebelo de Sousa. Esta:

O crime de José António Saraiva

Devassa da intimidade, com o objetivo de invadir, ferir e lucrar com isso.


Chamaram-lhe "o livro proibido", o que chama a atenção porque, ou o que o autor escreveu é crime, ou a editora Gradiva não quis ver que o era, o que seria estranho. Publicou e “voltaria a fazer o mesmo” (disse o editor da Gradiva) porque o lucro era superior aos riscos. Ou porque publicaria algo “proibido”?
Quando Saraiva contactou a editora que em tempos foi do seu pai,  António José Saraiva, dizendo que tinha um livro para publicar, a Gradiva disse imediatamente que sim, sem o ter lido. A publicação de Eu e os Políticos – O que não pude (ou não quis) escrever até hoje ocorre no momento em que JAS se retira de cargos executivos no Jorna­lismo.

Opinião: Ronaldo atira microfone da CMTV a lago

O jornalista da CMTV, Diogo Torres, perguntou ao jogador: “Ronaldo, preparado para este jogo, hoje?” e, na sequência desta pergunta, o avançado da seleção portuguesa agarrou no microfone e atirou-o para o lago. 


De um lado o ato de atirar um microfone a um lago na sequência de uma questão de um jornalista e, do outro, o facto da CMTV ter entrado numa área onde não era permitida a entrada de jornalistas para questões.

Ponto 1 - Era preferível dizer que não respondia ou simplesmente ficar calado ao ouvir a questão do jornalista em vez de atirar o microfone ao lago. Se a fonte tem direito a não responder, o jornalista tem direito de resposta.

Ponto 2 - A CMTV entrou num local onde não era permitida a entrada de jornalistas. 

Ponto 3 - A CMTV deve apresentar queixa, sobretudo caso o microfone tenha ficado danificado.

A atualidade

Foto: DR
As notícias fazem-se para ser lidas, ouvidas e para informar. Porém, numa sociedade do conhecimento como esta onde a informação circula em todo o lado, será que as notícias são a única forma de estar a par do que se passa? E o Jornalismo... será que está com o seu fim determinado?

Papéis do Panamá

DR

A fonte da fuga de informação

“A primeira mensagem era apelativa, mas vaga. ‘Olá, querem informação?’ Foi assim que o autointitulado John Doe - nome frequentemente usado pelos anglófonos para falar de uma pessoa não identificada - se dirigiu ao jornal alemão Süddeutsche Zeitung”, conta o Diário de Notícias.

A maior fuga de informação a que o Jornalismo alguma vez assistiu chama-se “Papéis do Panamá” (Panama Papers, em inglês). Os dados foram divulgados por uma fonte que se identificou apenas como John Doe ao jornal alemão Süddeutsche Zeitung e disse ter divulgado os documentos devido à “escala das injustiças” que estes revelavam, nomeadamente “a desigualdade de rendimentos”. 
A fonte de informação diz ainda estar disposta a colaborar com investigações criminais "dentro dos possíveis", e salienta que a empresa Mossack Fonseca, "apesar de inúmeras multas e violações das regulamentações que estão documentadas, continuava a encontrar aliados e clientes em firmas de advogados de grande dimensão em quase todo o mundo".

Nos "Media": Da vida religiosa à universidade

Entrevista a Emília da Conceição Ribeiro

É da metrópole e via Skype que o RAMO D’ALÉM conversa com Emília Ribeiro. A vivência da religião começou em casa, mas depressa formou o grupo de jovens do Cercal e foi catequista. Um retiro aos 19 anos foi o “clique” para a vida consagrada. A vida religiosa já a levou a vários países, mas Portugal é agora o destino da sua missão. 

Podemos começar por falar sobre a sua meninice. Como é que foi a sua infância?

Foi uma infância muito agradável, a vivência na aldeia. Eu ajudava em casa e no campo, com os animais e nunca tive dificuldades no ambiente escolar.

Era uma aluna aplicada e os seus professores até diziam para ser professora.

A minha última professora foi sobretudo quem recomendou muito que eu fosse estudar
.
Nessa altura o cristianismo já estava presente na sua vida?

Como em qualquer ambiente cristão, rezávamos o terço em casa, participávamos quase diariamente na Eucaristia, ia à catequese.

Então não integrou nem grupos de jovens nem foi catequista?

Mais tarde. Aos 18 anos formámos um grupo de jovens no Cercal que não durou muito tempo e, nessa altura, ser catequista também ajudou a solidificar a minha fé, a ver as coisas numa perspetiva um pouco diferente.
Houve uma pessoa que me influenciou positivamente, e que eu considero um santo, que foi o padre Bento Simões com quem eu gostava muito de falar.

Qual considera que foi o “clique” para a vida consagrada?

Foi um retiro que fiz, aos 19 anos, na casa das Irmãs da Divina Providência, em Fátima, depois de elas terem falado da sua experiência numa Eucaristia. Começou a marcar de maneira diferente a minha vida.

Chegou a trabalhar de forma remunerada.

Acabei a escola aos 12 e com treze anos fui trabalhar para Fátima numa casa de artigos religiosos e que alugava quartos. Dois anos depois fui trabalhar para Tomar para uma família que tinha duas crianças. Estive lá 5 anos. Conheci uma realidade diferente, que foi a vida na cidade. Aprendi bastante e foi a partir daí que parti para a vida religiosa. Aos 19 anos é que eu comecei a questionar o futuro, depois de a minha Mãe morrer. Foram seis anos de luta, de procura, mas sempre querendo fazer aquilo que eu sentisse que era a vontade de Deus. Não a minha.

A morte da sua Mãe aos 16 anos pôs à prova a sua fé?

Não. Pelo contrário. Aliás, o padre Bento Simões foi quem me ajudou a ver que onde ela estava agora podia fazer muito mais por mim e por toda a família.

Como surgiu a decisão de ir para as Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres?

Depois do retiro e de passar fins de semana com as Irmãs da Divina Providência, percebi que não me sentia bem identificada com o que elas faziam. Faltava-me alguma coisa para dar o passo. Aos 21 anos, as Irmãs Concepcionistas convidaram-me para um retiro na casa delas e comecei a ir a outros com elas, a conhecer o trabalho que elas faziam. Isso entusiasmou-me. Fez-me ver que me sentia identificada com esse carisma.

Como é que os seus pais (pai e madrasta) reagiram à decisão?

O meu pai dizia-me que era muito sério e que não andasse a brincar com isso. Eu sabia que ele se sentia muito orgulhoso.

Ingressa na Congregação e vai para onde?

Primeiro estive em Fátima, depois em Elvas. Em 1997 fui para Roma e em 2000 para Moçambique.

Quando se lembra de África, o que é que pensa?

Tenho muitas saudades, foi uma missão que me encheu as medidas, porque senti que o trabalho que fazia ali podia não ser nada mas era muito para as pessoas que servíamos, principalmente para as famílias que ajudávamos no interior e para as crianças órfãs, desnutridas e com SIDA. O último trabalho que fizemos foi abrir uma casa para crianças órfãs que me chamavam “Mamã, Mamã!”. Tudo o que fazia dava-me muito gozo.

Foi difícil voltar para Portugal?

Depois de lá ainda fui para Timor, onde se vive uma situação diferente, porque não há tanta ‘miséria’ como em África. Vir para Portugal foi encontrar uma situação totalmente diferente, toda uma ‘engrenagem’ a que já não estava habituada. Desde o princípio coloquei nas mãos de Deus para que ele decidisse aquilo que ele achasse melhor e a obediência a Deus passava pela obediência às minhas superioras.

Então não foi uma decisão sua.

Não. Quer dizer, não foi uma decisão minha, mas acatada e muito bem aceite por mim.

Da mesma forma não foi uma decisão sua ir para a Universidade Lusófona, para o curso de Contabilidade, Fiscalidade e Auditoria.

Não, não foi e estava longe dos meus planos.

Como está a correr?

Mais ou menos, sobretudo ‘pelas matemáticas’ que estão um bocado esquecidas. Foram muitos anos sem estudar.

Por fim, o que significa para si ser freira?

Significa estar livre, disponível para servir o Senhor ao jeito de Madre Isabel, fundadora da nossa congregação. Vivemos com base nos votos de castidade – castidade, obediência, pobreza. É difícil a sociedade de hoje entender a vivência dos votos, mas para mim tem um sentido muito grande.

Entrevista para jornal RAMO D'ALÉM

Foto:DR

Foto: DR

Piropos de teor sexual levam prisão

“Quem importunar outra pessoa, praticando perante ela atos de carácter exibicionista, formulando propostas de teor sexual ou constrangendo-a a contacto de natureza sexual, é punido com pena de prisão até 1 ano ou com pena de multa até 120 dias, se pena mais grave lhe não couber por força de outra disposição legal.”
Agosto de 2015 trouxe uma lei renovada: os piropos de teor sexual passaram a ter uma pena de prisão que pode chegar aos três anos, devido a uma proposta da então maioria parlamentar de direita, composta por PSD e CDS.
“Renovada” por se tratar de um acrescento ao artigo 170 do Código Penal sobre a

Nos "Media": Dia da Internacionalização desafia a mobilidade

Na sequência da minha colaboração com o PIMC (Projeto Especial Imagem, Media e Comunicação), apresento-vos uma reportagem que se encontra integralmente em http://noticias.uc.pt/multimedia/videos/dia-da-internacionalizacao-desafia-a-mobilidade/ . 


No dia 4 celebrou-se o “Dia da Internacionalização da Universidade de Coimbra” (UC) que, para além da sessão solene, conta com mais iniciativas ao longo do mês de novembro. O evento inaugural teve lugar no auditório do Museu da Ciência da UC e contou com a participação de várias pessoas e entidades ligadas à internacionalização, bem como de estudantes de mobilidade cuja experiência internacional passa pela UC. (...)

Reportagem realizada por Cátia Barbosa, Cláudia Pereira e Joana Veríssimo, estudantes de Jornalismo da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

Nos "Media": As Mil e Uma Noites numa tarde no TAGV

A UCV - Televisão Web da Universidade de Coimbra (também conhecida por PIMK) é a minha mais recente colaboração.

Estou há cerca de um mês neste projeto e tem sido uma experiência completamente enriquecedora. Coloco em prática os conhecimentos das aulas e os profissionais que nos ensinam fazem-no com gosto, sem problemas. Ensinam de tudo um pouco. São mesmo simpáticos connosco, aprendizes.

Mais do que grata por pertencer a esta televisão universitária, estou satisfeita com a publicação do meu primeiro trabalho.

Foto: Cláudia Pereira. DR

Esta é a fotografia publicada de que vos falo. Encontra-se disponível em http://noticias.uc.pt/universo-uc/as-mil-e-uma-noites-numa-tarde-no-tagv/ .

História do Primeiro Trabalho Publicado

Chegada à Casa das Caldeiras, sede da UCV, fui confrontada com um desafio fotográfico. Eu e duas colegas tínhamos de ir ao Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV) e fotografar os cartazes da trilogia "As Mil e Uma Noites". Éramos três pessoas e cada uma tinha de tirar dez fotografias diferentes a um só cartaz. (Agora já percebem porque lhe chamei desafio.)

No final apenas uma fotografia ia ser escolhida. Para tal, tivemos de selecionar o local mais adequado, inclusive no que toca à iluminação, para que captássemos as melhores fotografias. Depois foi preciso dar asas à imaginação para conferir várias ângulos de um mesmo cartaz.

Das dez fotos que tirei talvez duas ou três tenham ficado bem. As minhas colegas tiveram uma prestação muito boa. Uma delas tinha as dez bastante boas até, mas um pormenor na parede estava demasiado visível e estragava um pouco a imagem.

Mais trabalhos se avizinham. Até lá, Internautas!

Opinião: O vício dos 'likes'


"Quero mais", mais e mais. Este é o pensamento que invade quem está viciado, quem já não impõe limites à sua ambição. O desejo de ser famoso, de ter "gostos" nas Redes Sociais e para tal não olhar a meios para atingir os fins.

É esse o problema: uns destroem barreiras com o seu trabalho árduo e outros querem atingir o estrelato de qualquer forma. No programa "Você na TV", da TVI, transmitiram

O Universo está a morrer

As estrelas estão a morrer. Muitas delas. Por conseguinte, o Universo também. Esta é das piores notícias da semana que está a ser apresentada no Bom Dia Portugal Fim de Semana da RTP1.


Não vou adiantar pormenores e explicações técnicas para que não diga asneiras científicas. Porém, é de extrema importância que esta má notícia seja divulgada, ao contrário do que está a ser feito. 

Podem ler o artigo do Expresso que explicita bem esta matéria.


P.S.: Já ouviram Miguel Gonçalves a falar sobre estas descobertas científicas? Ele é incrível! Explica tudo de forma simples e criativa. Hoje até aconselhou livros.

Opinião: Há coisas que não percebo

Porque é que os programas que ensinam só são transmitidos à noite? Jornalismo e entretenimento são duas realidades opostas?

Entre os quatro canais generalistas, o mais educativo é a RTP2. De manhã à noite quem quer aprender tem um canal. Os outros preferem copiar-se e apostar mais no entretenimento. Neles pode-se aprender, mas é preciso estar bem atento para que a informação útil não nos passe ao lado.

Sou apologista do entretenimento e da informação. Dois polos diferentes. Não obstante, também gosto da ideia de que a rir se consegue aprender bastante. Daí gostar do Você na TV, programa de entretenimento. Por exemplo, recentemente falaram sobre mesas do século XVIII e fiquei a saber várias curiosidades interessantes que me cativaram de imediato.

Por outro lado, discordo totalmente de haver entretenimento num telejornal, onde é (pelo menos) suposto ser só Jornalismo. Significa que se deve separar Jornalismo de entretenimento, pois quando se vê o telejornal não é suposto rir. Não é esse o objetivo. Desopilar é sim o intuito de programas como o Você na TV. Porém, exemplificando, o telejornal da TVI (e a TVI24) teve uma atitute que não gostei nada e que mudou rapidamente o facto de eu já não clicar no canal 4 às 20 horas. Em pleno telejornal da noite, Judite de Sousa lê no teleponto que Miss Piggy e o sapo Cocas anunciam a sua separação. Como é normal, não o disse de forma séria, mas sim com um leve (sor)riso. Mais, em plena época de estio, o Parlamento está de férias pelo que os telejornais se tornam revistas cor de rosa. Andam atrás dos famosos/políticos para saber tudo sobre as suas férias e é como se não houvesse nada para dizer a não ser "política(os) na praia" ou gastronomia.

Não se aprende nada. Não se vêem reportagens no sentido pleno do termo. E o Jornalismo vai de férias. Já eu acredito que se aproveitassem esta altura para cativar os espectadores a ver Jornalismo de qualidade mais depressa ganhavam audiências. Afinal, não é nisso que (infelizmente) os canais querem?

Neste contexto de desagrado, a ansiedade de colmatar essa falta de qualidade e profissionalismo, leva-me a outros canais. Felizmente, esta semana passei a ter mais do que quatro canais na televisão. Caso contrário, a caixa mágica estaria desligada até setembro.

Recentemente (re)descobri então programas que ensinam. (Sim, eles existem.) O Quem Quer Ser Milionário e o The Money Drop são de dois canais generalistas. O que mais adoro é o primeiro, com o Malato, e dá à noite. O segundo é transmitido a boas horas. Depois, descobri o Sabia Que? do qual fiquei viciada. É mesmo incrível! Da RTP2 podia elencar mais uns quantos que gosto bastante. Um deles é sobre artistas. Dava à noite. Nunca mais o vi.

Percebem o problema? É que o entretenimento quando bem feito é espetacular e, por vezes, até se pode aprender. Porém, no verão os telejornais não fazem Jornalismo, mas sim outra coisa. Sem designação. Portanto, quem tem mais de quatro canais pode ver informação de qualidade, senão tem a RTP2 todo o dia. Ah! E ainda há a opção Internet para ver televisão, mas esta não é acessível a todos.  

Por fim, se a televisão deve ter o papel de serviço público, então há várias coisas que devem mudar. Não pensem só nas audiências. Caso assim continue, então o desinteresse vai aumentar e o conhecimento dos cidadãos que vêem televisão estagnar. Sim, porque nem todos têm acesso a mais de quatro canais e outros nem acesso a televisão têm. 

Serviço público de qualidade, regressa. Preferimos-te a ti!

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