Coronavírus - fim de 50 jornais e a crise no setor da comunicação social



A crise económica que já se começa a fazer sentir em Portugal está a afetar (ainda mais) os meios de comunicação social. Num momento de exceção como o que vivemos, o escrutínio democrático é essencial e o jornalismo é um contributo ativo no cumprimento desse papel.

Se Portugal se encontra no 7.º lugar na Democracia ao nível mundial, isso deve-se em parte ao jornalismo. 

Os portugueses estão a ler mais notícias nesta temporada: o jornal online Observador duplicou em março a audiência com 40 milhões de visitas e a Rádio Observador duplicou os resultados dos meses anteriores, com mais de 2.1 milhões de descargas de podcasts por 1.2 milhões de ouvintes e 182 mil ouvintes online em direto; o Diário de Notícias a registou 32 milhões de leitores, um aumento em 59%; a edição semanal e o site do Jornal Económico (JE) atingiram recordes de audiência em março, "o site do JE registou um total de 11 milhões de visitas e a versão digital da edição semanal conta com 20 mil leitores por semana".

Com profissionais de informação a trabalhar diariamente, o setor dispôs conteúdos gratuitamente ao público. Depressa o público se habituou a abrir páginas de internet e, de forma gratuita, aceder a informação. Mas os jornalistas e profissionais que trabalham no setor dos media não podem viver do ar e, agora, fazem-se sentir os efeitos da crise pandémica também no setor. Se os media já estavam “ligados ao ventilador” antes do Coronavírus se instalar no país, agora, com o avançar do tempo e das medidas de contingência, instalou-se o estado clínico grave no setor. 

O papel da comunicação nas organizações com a disrupção digital



A comunicação como parte integrante da vida das organizações e empresas sofreu um ror de transformações com a revolução tecnológica. De acordo com o artigo da Forbes de 2018, 95% das empresas têm planos a nível digital. Porém, estar na internet não significa ter uma estratégia clara e precisa.

Nas organizações, a mobilidade, inteligência artificial e teletrabalho vieram alterar os conceitos tradicionais dos modelos de negócio. Fala-se mesmo de uma Disrupção Digital na Comunicação.

Disrupção é pensar de uma forma diferente. Nas palavras de José Manuel Velasco, presidente da Global Alliance for Public Relations and Communication Management, trata-se de "ver como se pode alterar um processo de negócio, uma parte da produção. Em consequência, a disrupção requer pensar como outros pensam e trazer ao interior da empresa essa valiosíssima informação. Para isso pode-se utilizar a tecnologia, mas esta é uma ferramenta. O que é disruptivo é a alteração de comportamento. É fundamental que as empresas mantenham o diálogo com os stakeholders (indivíduos e empresas impactados pelas ações da empresa) e os envolvam no processo de criação". Esta disrupção implica passar de uma economia baseada na oferta, para uma economia baseada na interação. É disso exemplo a newsletter do Continente que, ao ter acesso aos dados de consumo dos clientes, sobretudo pelo cartão e app, adaptou de forma automática a publicidade que oferece nas suas newsletters ao tipo de produtos que o cliente adquire.

As tecnologias invadiram o dia a dia dos cidadãos, com múltiplos gadgets disponíveis  telemóveis, tablets, computadores, etc  sendo por isso necessário adequar a comunicação organizacional a essas ferramentas e, sobretudo, a esses novos comportamentos dos utilizadores/consumidores/clientes.

Há vários pontos de distração na rede digital que obrigam o utilizador a ter de selecionar a informação que recebe. Entenda que, em apenas 24 horas, o usuário recebe 5 mensagens mas responde a 3, por exemplo, e ainda recebe 10 convites para seguir páginas de Facebook mas só aceita 1. É pela necessidade de automatizar processos que os bots (que respondem automaticamente a mensagens não sendo necessário alguém responder à mensagem) são já uma presença nas redes mas se vão generalizar ainda mais.

A tecnologia tem desintermediado trabalhos. Chamar um táxi pode ser feito por uma aplicação de telemóvel em vez da necessidade de telefonar ao taxista (intermediário). Já os professores e jornalistas eram intermediários de informação, ou seja, eram dos únicos elos de ligação entre a informação e o público. Porém, com as tecnologias, perderam o monopólio da informação, já que com acesso a um simples telemóvel qualquer pessoa pode produzir e transmitir conteúdo. O papel dos professores, jornalistas ou mesmo de profissionais de comunicação passou a precisar de ter um "valor acrescentado": já não podem só dizer o que se passou mas tirar alguma reflexão a partir dos acontecimentos, desenvolver, explicar porquê, serem curadores de informação.

Para Joana Garoupa, diretora de Marketing e Comunicação da Galp, "muitas das transformações que se passam hoje nas empresas precisam de alguns aceleradores e a comunicação pode ser um bom acelerador nesse processo, não só porque traz as ferramentas, o real time (as pessoas com telemóvel estão no momento dos acontecimentos e podem transmitir isso diretamente nas redes sociais, p. ex, para todos), mas também porque ajuda a que as pessoas percebam o seu papel na empresa, qual é o propósito, porque é que isto está a acontecer". A comunicação é, assim, um elo de ligação entre vários pontos.

No caso da Galp, segundo a diretora de Marketing e Comunicação, o grupo de empresas do setor da energia tem procurado acompanhar a revolução tecnológica, através da introdução de ferramentas que permitam estar mais próximas das pessoas. "Lançámos uma app que espalha notícias sobre tudo o que se passa nos 11 países onde estamos presentes, nos vários setores, não só na área das estações de serviço, que é aquilo que as pessoas mais veem, mas também na área da eletricidade, do gás, etc".

A interação com os clientes não é a única a alterar-se. Dentro da própria organização, deve-se procurar que todos acompanhem a mudança, sendo responsabilidade da organização garantir esse caminho. A presidente da FEIEA - Associação Europeia de Comunicação Interna, Suzanne Peck, salienta a importância de nos questionarmos, mas também ouvirmos e avaliarmos. Suzanne Peck considera que mais importante do que saber quantos cliques teve uma determinada publicação, na intranet, é perceber os trabalhadores, se estão conectados aos objetivos da empresa mas também descobrir o que está a movimentar esses resultados.

Saber comunicar bem interna e externamente uma organização/empresa implica que todas as pessoas da organização conheçam bem a missão, valores e objetivos da mesma, e estejam comprometidos com eles. A comunicação será assim o ponto de ligação entre público-alvo, clientes, funcionários e outros atores da organização, sendo necessário Planear, Agir, Avaliar e Executar.


Educação: o impacto do Estudo Em Casa em professores e estudantes


Qual o impacto do #EstudoEmCasa em tempo de pandemia Coronavírus?

A educação e o ensino em Portugal está ainda em fase de adaptação à nova realidade virtual em tempos de isolamento social temporário, pouco mais de um mês depois. Já existiam escolas online antes desta temporada e a larga maioria dos professores já utilizava recursos digitais nas aulas, mas, mesmo assim, um inquérito aponta que mais de 60% dos estudantes inquiridos consideram que os docentes do ensino superior não estão aptos para o ensino virtual e o modelo de ensino da telescola tem sido questionado. Ao mesmo tempo, a UNESCO estima que 93,1% dos estudantes do mundo estão a ser afetados pelas medidas de contenção da pandemia.

On the Radio #13

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Já se aturavam por obrigação, ou não fossem três irmãos. Começaram por produzir separados, com estilos musicais bem diferentes. Um desafio lançou-os para o palco juntos, numa festa, e o entusiasmo do público ao ouvir os três juntos a cantar levou-os a formar um trio, sempre com o apoio da família. A projeção da banda no Brasil começou a ganhar dimensão em 2016 ao participarem num programa televisivo de música.

"Peça felicidade" é a sugestão que lhe dou e que o trio musical brasileiro Melim constituído pelos irmãos Rodrigo, Gabriela e Diogo Melim tão bem canta. As suas canções têm influências de diversos estilos, principalmente o reggaepopMPB e surf musicEsta música "Peça felicidade" é autoral, tendo sido composta por eles, tal como a generalidade das suas canções. As músicas do trio Melim têm-nos conquistado e sido premiados por isso.

As músicas passam mensagens positivas, por isso as mais adequadas neste momento, não é verdade? 
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