Prémio Internacional Harambee "Comunicar África"


8º. PRÉMIO INTERNACIONAL HARAMBEE COMUNICAR ÁFRICA

Prémio de Comunicação que pretende incentivar a produção de uma informação mais precisa sobre África, alargando o olhar para o lado positivo, empreendedor e desconhecido desse continente e das suas gentes.

Cruz Vermelha no 1.º Simpósio Internacional sobre Ação Humanitária Forense

Foto por Paulo Amaral (UC)
Termina hoje o 1.º Simpósio Internacional sobre Ação Humanitária Forense que reuniu no Convento de São Francisco, em Coimbra, especialistas de Medicina Legal e Ciências Forenses com experiência em situações de conflito e em catástrofe (ex.: catástrofes naturais, como furacões, conflitos armados, etc.). Tendo este sido organizado pelo Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e pela Universidade de Coimbra, contou com a participação da Cruz Vermelha Nacional e local. 

Woodstock - O Festival que Marcou uma Geração

Em 1969, o Festival Woodstock reunia milhões de pessoas numa celebração da Música, num momento de tensões políticas e sociais.

A celebração é este ano marcada pelo documentário "Woodstock: Three Days That Defined a Generation".




DGArtes não apoia Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo


Manifesto dos bailarinos da CPBC



"É com profunda tristeza, que nós, bailarinos da Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo (CPBC), tomámos conhecimento da não atribuição de apoio à nossa Companhia.

Conteúdos patrocinados camuflados



Prefiro não dizer nomes, mas que os há…ai, se há.
Órgãos de comunicação social que não explicitam a real motivação dos conteúdos publicados.

Conteúdos em vídeo, áudio ou texto que parecem mesmo mesmo só informação, mas que no fundo (às vezes não muito escondidos) são peças/publicações pagas por entidades exteriores e, por isso, influenciadas.

Não, não estou a dizer que todas as peças pagas são publicidade a produtos/organizações. Quero sobretudo alertar para a existência de publicidade em diferentes formatos e que demasiadas vezes não tem nem uma discreta identificação de “conteúdo comercial”, indo por isso contra o próprio Código da Publicidade. Podem aparecer em blogues ou noutras plataformas digitais, mas se aparecerem em órgãos de comunicação social violam o Estatuto do Jornalista português.

Esquecem-se os dirigentes desses órgãos informativos que o povo – onde me incluo – nem sempre tem capacidade para decifrar a real intenção dos conteúdos que, mais do que informar, visam influenciar a compra de produtos ou sobretudo a maior identificação ou aproximação do público às organizações/produtos referidos nas peças. Andamos nós a ler/ouvir/ver conteúdos publicitários sem sequer questionarmos. E é aqui, neste parágrafo, que vemos dois erros: o dos órgãos de comunicação social que não identificam conteúdos patrocinados e o “lapso de formação” do público consumidor para o questionamento do que vê/lê/ouve.

Eu sou um caso à parte. Quando um familiar meu me apresenta alguém, faz logo questão de dizer “ela (ou seja, eu) é de jornalismo”, porque, diz o meu familiar, eu faço muitas perguntas. Na verdade, a capacidade de interrogar e duvidar deveria fazer parte de todos. A minha capacidade despertou com a universidade, ou seja, com a educação, daí defender a necessidade de formação para os meios de comunicação social dirigida a todos os públicos.

Ao me confrontar com informações, questiono, indago: porquê? Como? Como assim? Então mas não explicam? Faço muitas perguntas porque fui educada pela escola para isso. Apesar de, muitas vezes, a sociedade preferir que se façam menos perguntas.

Porém, não é suposto que só quem estuda num curso específico como Ciências da Comunicação tenha esta vontade de não aceitar todos os factos à primeira, sem questionar. Esta TEM DE SER PARA TODAS AS PESSOAS. É uma obrigatoriedade da escola formar-nos para sermos mentes questionadoras, até porque:
·       a maioria dos pais já não teve essa formação para os media, logo não a irá transmitir;
·       de nada vale à sociedade formar apenas robots e pessoas que apenas sabem coisas de cor;
·       uma parte dos estudantes não ingressa na universidade, não devendo ser por isso necessário esperar que só a academia forme os cidadãos para o mundo futuro, recheado de desafios que põem à prova a nossa capacidade de argumentar, questionar, fazer diferente e sermos criativos.

Por tudo isto, é na escola e para todas as idades que se tem de dotar os cidadãos com capacidades de questionamento, visões críticas e também de literacia mediática. Isto se queremos um público + consciente e + capaz de lidar com as decisões políticas, económicas, etc. com que somos confrontados Todos Os Dias. Todos.



Escolas preparam alunos para um mundo que já não existe

Há por aí Velhos do Restelo que me vão contrariar esta opinião, mas a escola tem de se adaptar ao velho mundo novo. Há mais de um século que as escolas preparam os estudantes para um mundo que já não existe. Para quando a mudança?




A tecnologia já integra a vida dos mais pequenos há uns bons anos mas os professores e a escola põem uma venda nos olhos com o argumento de que "eles já têm muito disso em casa". Bem sei. E sou profundamente a favor das brincadeiras na rua, dos trabalhos em cartolina e de outras atividades que estimulam a criatividade, ao mesmo tempo que nos afastam das tecnologias que podem ser tão prejudiciais.

Eu própria quando andava a estudar reclamava imenso em casa porque achava que tinha muitos trabalhos no computador. Não tinha, mas pensava isso, porque eu gostava mesmo mesmo era de estudar na rua, tocar em livros, ler ao ar livre, ... Quando cheguei à universidade, aí sim, percebi o que era usar o computador para estudar, ler livros, artigos, ... quase todos os dias.

Apesar disso, há que ver que as tecnologias entraram nas nossas vidas há muitos anos e são inevitáveis. A Internet surge no século XX e um século depois vemos que, na rua, nos restaurantes, no café... já começa a ser rara a pessoa que não tem um telemóvel na mão ou na carteira; as crianças e até os bebés já estão habituados a teclar em ecrãs táteis, ou, como se diz, nascem com as tecnologias na mão; todos os estudos indicam o aumento do acesso a informação noticiosa pelos jovens através de dispositivos móveis. Quem de vós conhece alguém que não tenha telemóvel/computador/tablet/tv com acesso a Internet?

Aliás, não é por acaso que os preços das tecnologias são cada vez mais inferiores e que há tanta variedade de produtos tecnológicos... a elevada procura justifica esse mundo novo (que de novo e recente já pouco tem).

Não sendo este um mundo assim tão moderno, como é que as escolas ainda estão com um pé atrás?

A adaptação às tecnologias implica ter tudo modernizado? Isto é, TUDO tecnologicamente avançado nas escolas?

Bem sabemos que as tecnologias mudam à velocidade da luz. A constante evolução faz com que rapidamente sejam necessárias atualizações. Porém, aderir às tecnologias não representa para mim mudar TUDO. Aliás, isso seria bastante prejudicial para todos os que habitam nas escolas. Trata-se apenas de adaptar os métodos de ensino: introduzir o vídeo e os podcasts, fazer atividades com o telemóvel. Porém, e simultaneamente, criar atividades ao ar livre, deixar as secretárias fora das salas de aula ou dispor as secretárias em U, utilizar o teatro como ferramenta de ensino, entre outras ideias.

Para quê tudo isso? O método de memorizar para aprender não era mais eficaz?

O ideal alterou-se: para aprender há que perceber a matéria e assim se memoriza (sem tanto esforço); os estudantes mais do que serem papagaios dos manuais devem procurar construir opiniões, saber argumentar e expressar-se.

Nesse ponto emerge a importância do teatro, da música, da pintura... e de todas as outras Artes que durante anos infindáveis têm sido marginalizadas. Mas, ao contrário do que pensam os Sábios, essas Artes são as catalizadoras de mentes preparadas para a memória, o estudo e a concentração. São fulcrais na aprendizagem e na construção de seres pensantes - as características que nos distinguem dos animais e dos objetos e aquelas que farão a diferença no mundo do trabalho e na vida diária.

A introdução das tecnologias como forma de aprendizagem em paralelo com as atividades fora de sala de aula (sempre com fins pedagógicos e objetivos concretos que são explicados aos alunos) são a chave da sala de aula. Por outras palavras, os manuais escolares não vão ser a chave do conhecimento e aprendizagem. As salas de aula apetrechadas de mesas e cadeiras hão de passar a ser apenas espaços livres, como as salas de dança, adaptados à vontade de fazer crescer as mentes irrequietas dos estudantes.



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