Há 3 anos, dei o meu testemunho sobre a forma como escolhi o curso e a universidade. Há 4 anos, entrei na minha primeira opção: a licenciatura em Jornalismo na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC). Este curso passou a chamar-se Jornalismo e Comunicação, mas há outros, com nomes similares e, na hora da escolha, isso pode dificultar. Por isso, e antes de vos dizer se estou ou não arrependida do curso (direi num próximo post), vou começar pelas definições de jornalismo, comunicação e comunicação social.
Jornalismo é uma área que engloba jornais, rádio, televisão e digital (multimédia). Um jornalista tem atualmente de ter conhecimentos em diversas áreas e de diversas plataformas: por um lado, tem de perceber (ou pelo menos deve estar a par da atualidade) de economia, desporto, cultura..., mas também deve saber produzir conteúdos para diferentes formatos (escrever bem, saber filmar e editar vídeos, criar gráficos ou infográficos, saber fotografar, gerir redes socias de forma eficiente...).
Qualquer pessoa pode ser jornalista e não é preciso curso superior para exercer a profissão, embora eu seja da opinião que o curso permite alargar horizontes, preparar para o mercado de trabalho e dar lições (por exemplo de ética) que vão ser seguramente muito úteis no futuro profissional.
O jornalismo é normalmente visto como a informação séria e deve de facto sê-lo: rigorosa, contrastada, que procura a verdade. Mas apesar dessa base comum, nem todas as publicações são iguais e, apesar de serem tão diferentes nos formatos e conteúdos, as revistas cor-de-rosa (a Maria e afins), os jornais como o Expresso ou revistas como a Sábado e a Visão enquadram-se na definição de jornalismo.
Comunicação é uma área vastíssima. Nas instituições de ensino superior, irão encontrar dentro desta área nomes como relações públicas, comunicação organizacional/empresarial, publicidade, marketing, assessoria, que se referem à gestão estratégica imprescindível em qualquer instituição (empresas, organismos públicos ou entidades sem fins lucrativos, ou seja, às organizações em geral) ou a pessoas em particular (o caso de assessores de políticos). Pode-se dizer que o objetivo da comunicação é melhorar os resultados da empresa, em termos económicos, de reputação, alcance...
Se ainda tens dúvidas sobre as funções dos profissionais desta área, aconselho o artigo da Uniarea: "À conversa com um aluno de Relações Públicas e Comunicação Empresarial".
A diferença entre os cursos de Comunicação Social e os de Jornalismo é que os primeiros englobam o entretenimento e o jornalismo; o jornalismo é apenas a "informação pura e dura", como se costuma dizer.
É essencial saber o que se quer depois do curso. Que profissão queres seguir? Onde? O que te vês a fazer durante 10 anos? E 20?
A melhor forma de escolher a opção correta é escolhendo aquela que melhor se adequa aos nossos objetivos profissionais: se quero seguir investigação, vale a pena investir num curso focado em teoria e em metodologias de investigação, artigos científicos, etc; por outro lado, se pretendo ser jornalista num órgão de comunicação social, provavelmente compensa-me um curso que alie a teoria à prática e ofereça a possibilidade de estágios (de verão, extracurriculares ou até estágios integrados).
A escolha é tua.
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