A aspirante a médica que escreveu uma carta aberta a Marcelo

0.47 pontos de média a separaram do curso de Medicina em Portugal. Escreveu uma carta aberta ao presidente da República. A Visão publicou-a. As críticas, os confusos e as notícias foram muitas. Tudo com o mesmo ponto de partida: a carta.

Maria Barros candidatou-se ao seu curso de sonho, Medicina, com uma média de 17.3 valores, mas em Portugal as médias de acesso são elevadas e escassas para quem quer cuidar dos outros. Por isso escreveu uma carta aberta a Marcelo Rebelo de Sousa. Esta:

Ângulos Dramáticos

O primeiro exercício de Fotojornalismo que apresentei na FCSH é dedicado ao tema Ângulos Dramáticos. O objetivo é tirar fotografias de pessoas ou cenas da comunidade a partir de ângulos específicos, de um ponto de vista pouco comum, ou tirar a alguém emoldurado por algo, ou muito perto. Foi preciso usar a criatividade e fugir aos estereótipos.

Não façam o mesmo

Fiz asneira. Estava a beber chá perto do computador e uma distração levou o liquido a espalhar-se pelo teclado do portátil. Resultado: cinco teclas não funcionam. 

a - b - ENTER - n - | ou \

O "a" e o "n" são as piores. Percebi a falta que uma simples tecla faz. Por exemplo, o | supostamente não faria grande diferença, mas faz. Toda. E está em falta. 
A solução foi ligar um teclado de um computador fixo e problema resolvido, mas não por muito temo porque decidi levar o computador de fim de semana e deixar o teclado em Lisboa. Agora vem o drama. Não imaginam como foi este fim de semana...
Demorei quatro horas a escrever quatro simples email e duas horas a escrever-vos um post (ESTE) - só escrever, fora a pesquisa. Eu tinha-vos prometido que ia falar do livro no fim de semana e não podia falhar. Então andei a copiar e a colar letras... Escrevia a frase e lá deixava o espaço do "a", depois do "b" e copiava um espaço de parágrafo e por aí adiante. Também tinha de esvaziar a caixa de entrada porque há sempre aqueles email que não podem esperar e de novo o copiar e colar. Foi muiito chato, mas tirei uma conclusão positiva disto tudo.

Fotojornalismo

O ATUALIDADES vai ter um novo tema: Fotojornalismo. Como já disse no artigo em que vos contei sobre o início da rubrica (Re)Start que marca a minha vinda para Lisboa, vou estar na capital portuguesa durante um semestre como parte do meu plano curricular integrado na minha licenciatura em Jornalismo e Comunicação.

Neste género de "Erasmus dentro de Portugal", escolhi cadeiras (disciplinas) na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH/UNL) que enriquecem o meu percurso e que são bem diferentes das que tinha na Universidade de Coimbra, como é o caso de Fotojornalismo.

A Universidade de Coimbra oferece a possibilidade de escolhermos o nosso próprio percurso e enriquecer o nosso currículo de acordo com os nossos objetivos futuros. A diferença entre as disciplinas que as duas universidades oferecem ao nível da área de Jornalismo e Comunicação não são muito diferentes em termos de conteúdos, mas saltou-me à vista o facto de a FCSH ter na sua lista Fotojornalismo.

Não pretendo enveredar pelo fotojornalismo. O meu objetivo ao escolher esta disciplina é o de desenvolver as minhas capacidades e conhecimentos de fotografia que certamente me serão úteis no meu percurso profissional. Não será uma disciplina de "como manusear melhor a câmara fotográfica", mas de como contar histórias e passar mensagens pelas fotografias, como conjugar fotos num portfólio e aprender a teoria do fotojornalismo. É com as expectativas altas que acredito que esta disciplina me vai certamente alargar os meus horizontes e conhecimentos e vou ganhar uma visão do mundo pela lente da câmara fotográfica.

O desafio da professora de Fotojornalismo é o de executar trabalhos práticos semanais que depois são apresentados em aula. Partindo de um tema particular, temos de ir para a rua ou ir aos nossos "arquivos" e reunir fotografias que, juntas, contem histórias e tenham uma intencionalidade, como sendo informar. Estas não deverão ser banais ou facilmente encontradas em postais. O objetivo é aprender a ver e a fotografar o mundo à nossa volta.

Brevemente vão ter o primeiro exercício aqui no blogue. Até lá, Internautas!


O crime de José António Saraiva

Devassa da intimidade, com o objetivo de invadir, ferir e lucrar com isso.


Chamaram-lhe "o livro proibido", o que chama a atenção porque, ou o que o autor escreveu é crime, ou a editora Gradiva não quis ver que o era, o que seria estranho. Publicou e “voltaria a fazer o mesmo” (disse o editor da Gradiva) porque o lucro era superior aos riscos. Ou porque publicaria algo “proibido”?
Quando Saraiva contactou a editora que em tempos foi do seu pai,  António José Saraiva, dizendo que tinha um livro para publicar, a Gradiva disse imediatamente que sim, sem o ter lido. A publicação de Eu e os Políticos – O que não pude (ou não quis) escrever até hoje ocorre no momento em que JAS se retira de cargos executivos no Jorna­lismo.

Fim de semana...

O post de fim de semana vai ter um tema diferente. Um livro que tem disputado polémica. Em que ponto fica o Jornalismo e os jornalistas? Isso tudo no próximo fim de semana.


Arte em Ponto de Cruz


A artista Raquel Medeiros decora em ponto de cruz as ruas do país que a viu nascer. Espanha ganha cor com os seus trabalhos que dão uma nova vida a edifícios devolutos ou paredes vazias onde a artista espanhola tenha permissão dos donos para as colocar.


Raquel Rodrigo revive, através desta arte de rua, uma velha técnica de bordado: a costura cruzada. A designer costura os desenhos em ponto de cruz em arames metálicos, que unem as fachadas dos edifícios ou que simplesmente embelezam janelas. Esta arte pode também ser aplicada em móveis.

O seu trabalho já ultrapassou fronteiras, saindo de Espanha rumo à Suíça ou Londres.

Raquel criou o Arquicostura Studio onde partilha os seus bordados que dão nas vistas onde ficam instalados, como podem ver pelas fotografias da autora:



Esta forma de intervenção urbana não surgiu por acaso na vida de Raquel Rodrigo:
"Desde pequena que sou autodidata e sempre gostei de máquinas de costura. Quando, em 2011, fui contratada para decorar a fachada de uma loja chamada 'Café Costura', tive a ideia de o fazer com linhas, bordando a entrada do prédio. No geral, as pessoas associam a técnica de ponto de cruz a senhoras mais idosas, que bordam lençóis e toalhas, mas eu quero levar este trabalho manual para fora das casas, para as ruas. Quero dar uma imagem mais atual a esse trabalho, criando arte de rua com a técnica de ponto de cruz."


Pedir fatura?

"Pequenos-almoços, almoços e lanches no Pingo Doce, Jumbo, Continente, Intermarché e afins entram como despesa de “restauração” no IRS a entregar no ano que vem. Percebi, enquanto jornalista ligado à área das finanças pessoais, que muitas pessoas pensam que pastelarias não contam e muito menos em hipers. Tudo conta (veja a caixa ao lado), mesmo em sítios menos habituais como hipermercados."

Desde que li a notícia no Expresso (ou esta) que penso se ganho em pedir fatura com IRS. Hei de fazer as contas.

Caminhos

Passado, presente e futuro andam sempre de mãos dadas no meu caminho. Cresci numa aldeia onde para ter acesso a uma fotocópia ou a um jornal tenho de pedalar 10 km. A televisão é o meio mais fácil que tenho para aceder às notícias do dia ou para viajar, por isso sempre viajei muito, mas com um olhar filtrado por câmaras e por outras pessoas que dão a conhecer espaços muito diferentes da minha realidade.
Viver no campo dá-nos muitas oportunidades para pensar e as dificuldades desafiam-nos. Aqui não há grandes empresas, metro, só passam os autocarros dos colégios, a escola quase não tem alunos e os idosos são a maioria dos habitantes. Ouvem-se os pássaros e o galo a cacarejar. Os carros também passam, numa estrada mais distante. As cores mais vivas desta terra são o verde das árvores e o azul do céu. Destacam-se, sem dúvida.
A qualidade de vida é muito diferente da da cidade. Do caótico, da poluição, das correrias para apanhar o metro, do cheiro a transpiração das pessoas que vão enlatas no metro. Na cidade há sempre coisas para ver e fazer, entre conferências e espetáculos musicais de alta performance. Sente-se a competição entre quem vai conseguir lugar sentado no autocarro ou quem vai ter a melhor nota da turma. Todos têm objetivos e querem lutar por eles. Uns decidem passar por cima dos outros, outros preferem ter meios corretos para atingir metas.
A cidade e o campo são pontos divergentes e é complicado dizer qual o melhor, apesar de a cidade dificilmente sobreviver sem o campo.
Quem parte do campo para a cidade confronta-se com um choque a vários níveis. Tudo é diferente. Só os produtos da terra são iguais, mas depois os seus preços voltam a chamar a atenção para a diferença. Na minha terra, há uma "estrada principal" e outras pequenas ramificações, enquanto que na cidade as estradas não têm fim e cruzam-se, entre-cruzam-se e voltam a cruzar-se novamente; e há restaurantes e cafés em cada esquina; cada rua tem uma estória para contar e em cada canto há um caminho diferente, novo.
Da aldeia parte quem não tem raízes de advogados, professores ou médicos. Parte quem sempre viu o mundo por uma caixa mágica e que agora quer ser mais e melhor sem pisar ninguém, simplesmente ser quem é num mundo com tantas desigualdades. Uns partem a meio da corrida, eu parto mais atrás com todas as diferenças que isso me faz carregar às costas.    

Fundação Champalimaud em Imagens


"Este projeto utiliza os mais elevados níveis de ciência e medicina contemporânea para ajudar as pessoas a lutar contra problemas reais. E para acolher estas atividades pioneiras, nós tentámos criar um peça de arquitetura. Arquitetura como escultura. Arquitetura como beleza. Beleza como terapia." (Charles Correa, arquiteto da Fundação Champalimaud)


 

Novidade Nas Gavetas Encondidos

Há nove dias atrás contei-vos a história de Jair da Silva, brasileiro desempregado que distribuía cartões de apresentação nos semáforos de São Paulo. Hoje recebi a notícia de que já está empregado. Conseguiu. Por não ter baixado os braços, por durante 30 dias ter distribuído o seu Curriculum de forma original e, claro, graças também à ajuda dos meios de comunicação social em geral.
A sua mensagem é que não desistam dos sonhos, tudo é possível.



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