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| Foto: DR |
Vamos começar por distinguir informação de conhecimento. O ideal é que a informação passe a conhecimento e que esse saber permita o desenvolvimento da sociedade, já diziam Adorno e Horkheimer. Mas a sociedade atual está sempre a receber, selecionar e a transmitir informação. Fazem-no pelas redes sociais, pelo telemóvel, pelos blogues e em tempos era sobretudo pelas cartas. Apesar disso, o Jornalismo não deixa de ter um papel essencial ao selecionar e transmitir factos com base em procedimentos jornalísticos de confirmação da verdade informativa ao, por exemplo, procurar confirmar a informação ouvindo várias pessoas. São esses passos antes de um produto jornalístico se tornar público que nos levam à ideia de que o Jornalismo não foi substituído pelos muitos curadores da informação que a Internet dispõe, que não foi substituído pelos bloggers ou pelos usuários em geral.
Embora não tendo sido substituído, ele reinventou-se e está ainda a tentar adaptar-se à realidade. Passou para o online sem abandonar totalmente o papel. Já podemos ler notícias no carro, metro ou autocarro; já podemos ouvir o noticiário no caminho para o trabalho e continuamos a poder ir comprar o jornal todas as manhãs. O problema é o preço do webjornalismo quando há uma família para alimentar, contas para pagar e se acaba por optar pela informação da televisão que se paga mas que é mais barata. Nesse momento, talvez se prescinda da profundidade informativa que mais facilmente se encontra num jornal que, embora tendo a economia do espaço, não tem a pressão da "economia da atenção" que leva a que os vídeos só tenham no máximo 2 minutos, pois mais do que isso o telespectador já perdeu a atenção.
Há então problemas de tempo mas também de dinheiro dos dois lados - empresa jornalística e espetador/leitor/ouvinte. Tem de haver um preço que cubra os custos da produção do telejornal, que pague os salários dos profissionais (sejam eles câmaras, jornalistas ou fotógrafos). O problema é que, quando queremos aceder a algo, queremos aquilo gratuito. Estamos habituados a ir à Internet e a não pagar. Ou isto só acontece a mim??
No início o Jornalismo online era gratuito. Habituaram-nos mal e agora começam a fechar conteúdos a quem não os paga. Será esse o melhor método para conseguir que o Jornalismo vingue no online?
Há então problemas de tempo mas também de dinheiro dos dois lados - empresa jornalística e espetador/leitor/ouvinte. Tem de haver um preço que cubra os custos da produção do telejornal, que pague os salários dos profissionais (sejam eles câmaras, jornalistas ou fotógrafos). O problema é que, quando queremos aceder a algo, queremos aquilo gratuito. Estamos habituados a ir à Internet e a não pagar. Ou isto só acontece a mim??
No início o Jornalismo online era gratuito. Habituaram-nos mal e agora começam a fechar conteúdos a quem não os paga. Será esse o melhor método para conseguir que o Jornalismo vingue no online?
Queremos tudo bem, de forma rápida e aprazível. Contudo, o Jornalismo com qualidade paga-se e por isso não é acessível a todas as carteiras. Prescinde-se dele, embora sendo essencial para o desenvolvimento da sociedade. A Internet não o matou tal como não matou o livro, mas obrigou o Jornalismo a reinventar-se e a procurar novos métodos de financiamento pois a Internet tem uma dinâmica diferente.



Eu concordo que se pague o jornalismo online, se a qualidade do conteúdo se justificar. Não digo tudo, nem descriminadamente, mas concordo que existem orgão que o merecem. Comprar um jornal em formato de papel não é assim tão caro para quem quer realmente sentir-se informado, e portanto pagar por exemplo 1€ por 30 dias de notícias alargadas e bem diversas, é ainda mais barato. O problema é que a Internet trouxe muito do "acho que tenho direito a..." até muitas pessoas, facilitou-lhes a vida, as pesquisas, os trabalhos. Retirar-lhe um pedacinho disso fere-lhes tanto como se lhes retirassem o mérito. Mas é preciso lembrar o mérito daqueles que por trás das imagens, vídeos e palavras fazem o jornalismo acontecer. E esses, não se podem alimentar de água e vento e de partilhas no facebook. :/
ResponderEliminarThe Silver Memoir | Send it Forward
*10€ por 30 dias - ali em cima faltou o 0 (teclado com mau contacto :p)
EliminarConcordo contigo. Estamos habituados e facilita-nos imenso a vida podermos ter as notícias "online" e ainda mais gratuitas, mas depois não há como pagar a quem construiu essas notícias.
EliminarBeijinhos,
Depende do jornalismo. O jornalismo dito cor de rosa devia ser gratuito pois basta um clique para sabermos certas coisas. O bom jornalismo sim, deve ser pago. Acho que ainda há muito que aprender no que se diz dos jornais online, deviam de apostar em aplicações (penso que só a visão é que tem uma boa aplicação, caso saibas de mais algum diz-me).
ResponderEliminarA Júlia por exemplo é uma boa revista, superando a Cristina a nível de conteúdos. O que paga um jornal nos dias de hoje é os anúncios e há pessoal que se esquece disso no acto de pagamento. Ah traz muitos anúncios, então e as barras laterais e os cabeçalhos cheios de anúncios no site não é a mesma coisa? Ah mas online é de graça, pois pessoal comecem a pensar nisso xD
Fiz.me entender? LOL
ResponderEliminarSim, claro. Eu percebo o teu ponto de vista, concordo com algumas coisas e fiquei com algumas questões.
EliminarO jornalismo cor de rosa cada vez mais só se baseia nas coisas que os famosos colocam nas redes sociais ou nas entrevistas que deram a outros media. Não tem qualidade. Porém, continua a ser feito por pessoas que são contratadas por empresas, trabalhadores que esperam um salário. Onde é que está a igualdade de o bom jornalismo ser pago e o mau não?
Essa ideia das aplicações é boa, de facto. Eu tenho é aplicações com os vários jornais e revistas de cultura, desporto, etc. Não uso aplicações de jornais específicos :)
Quanto à revista da Júlia, sinceramente ainda não a li.