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| Foto: DR |
Estudar Jornalismo e
Comunicação já me fez, obviamente, pensar na possibilidade de ir para a
caixinha. Depressa o pensamento deixa de existir. Há muitas restrições. Não se
vêem muitas etnias nas redações. É preciso estar bem atento, aliás, para se ver
alguém "diferente". Não se vêem muitas pessoas à frente das câmaras
com pesos XXL ou L. Não se vêem muitas mulheres à frente das câmaras com cabelo
aos caracóis. Não se vêem cadeiras de roda ou muletas. É a ditadura da imagem,
a restrição da liberdade. Implícita.
Se perguntarmos, dizem que
todos são aceites e ninguém é discriminado. Mas no geral isso acontece. Não é por acaso que o título do
jornal "Correio
da Manhã" foi "Costa
chama cega e cigano para o Governo". É um título claramente não
jornalístico, ética e deontologicamente reprovável e, por outro lado,
é um título que mostra a pouca evolução que o nosso país teve. Diz-se perante
certas atitudes que "estamos no século XXI" sempre com tom de que é
um século muito evoluído, mas a realidade é que a evolução (felizmente) ainda não está completa e em certos aspetos há de estar a caminho.
Há discriminação sim, no século XXI. Quando o último lugar a ser ocupado num autocarro é aquele em que está um negro ao lado. Há discriminação quando se olha para um africano com olhos de medo e se desvia o olhar. Mas há também racismo quando o negro chama "branco" com desprezo. Muito desse "desprezo" deve-se à colonização. Trazem consigo o sentimento de que os portugueses colonizaram os seus antepassados e até de que nos consideramos superiores por isso ou na sequência disso. Falo por mim: não sou a favor de ditaduras e portanto reprovo a escravidão, a censura e a falta de igualdade.
Nós somos todos livres de trilhar o nosso caminho. Temos de ter coragem e determinação. Porque um não vamos ouvir sempre. Vai haver sempre alguém a rejeitar-nos mas isso só pode servir para juntar esforços, erguer e continuar a andar. O caminho é nosso e a vida também.

Cada vez mais o racismo e a descriminação no geral são algo mais activo, infelizmente. As histórias chocam-nos, mas nem sabemos porquê, porque sempre estiveram à nossa volta. Cabe-nos a nós impingir a mudança. podemos não mudar o mundo, mas se ajudarmos a mudar o nosso bairro, então já é um passo; já é um começo. :)
ResponderEliminarSem dúvida :) Agora, será que é possível combater definitivamente o racismo? Apesar de não acreditar na resolução completa do problema, penso que estão a haver cada vez mais iniciativas em prol da minimização do racismo, nomeadamente com campanhas publicitárias, lápis de cera com vários tons de pele (http://atualidadesbyclaudia.blogspot.pt/2015/04/lapis-cor-de-pele.html), etc.
EliminarBeijinhos,