O Tempo

Foto: DR
As vinte e quatro horas tornam-se poucas para os atarefados. Querem fazer tudo e de tudo. O dia torna-se pequeno, parece que não fizeram nada mas, no final, fizeram mais do que o expectável.

Ter a agenda sempre cheia dá duas sensações: desespero e alegria. Quere-se cumprir tudo e ainda fazer tudo bem. O objetivo é chegar ao final do dia e dizer "consegui" mas a realidade é que se chega ao final do dia e a única coisa em que se pensa é "não fiz nada". Quando isto me acontece pego numa folha e numa caneta e relato o meu dia em tópicos. A minha agenda torna-se pequena e o dia que era pequeno afinal foi o suficiente para cumprir o prometido.

Fico bastante grata e entusiasmada quando dou o meu melhor. A organização compensa. Logo na noite anterior faço uma lista de tarefas. Dá energia para o dia seguinte. Não gosto de falhar, mas aprendo mais quando erro do que quando recebo prémios. Quando começo a perder a energia vou de novo buscá-la à música ou faço algo que me faz mais feliz. Pelo meio das atividades as pausas breves são usadas para chatear os meus.

Há sempre tempo para tudo, sobretudo para estar com as pessoas de quem gostamos. E quando tivermos tempo a mais, há que desconfiar das oportunidades que eventualmente estamos a deixar para trás. A nossa vida não pode ser comandada pelos ponteiros do relógio, por um instrumento que tem como objetivo facilitar-nos a vida e não complicá-la.

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