segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Estar doente e sozinho

Na semana passada saí de uma reunião feliz por ter corrido bem e, quando cheguei a casa, deu-me uma dor cuja razão continuo sem perceber. A dor não parava. Não me conseguia aguentar em pé. E eu estava ali sozinha. Sem possibilidade de chamar alguém. Naquele momento não havia quase estudantes na cidade, a não serem os atletas dos Jogos Universitários, eu estava incontactável porque não tinha telemóvel e a internet também não me ia resolver a questão.

Foto: DR

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Opinião: A Quinta dos Animais, de George Orwell


«Quatro patas bom, duas pernas mau»


A Quinta dos Animais é a reedição do original livro de George Orwell, Animal Farm, com a tradução inicial de O Triunfo dos Porcos.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Mais de 100 mil pessoas assinam petição contra nova série da Netflix

A série Insatiable (em português: Insaciável) ainda não chegou ao público mas mais de 110 mil pessoas já assinaram uma petição para que não seja publicada. (Previsão de estreia para 10 de agosto de 2018.)


Este trailer despertou a atenção dos mais críticos porque a história é sobre uma adolescente obesa, criticada e humilhada por todos, devido ao seu peso, e que depois de perder quilos e mudar a sua imagem ganha popularidade ao ser considerada pelos colegas como mais bonita.

Esta série é, portanto, só mais uma produção que, como tantas outras, espelha a visão da beleza feminina ideal da sociedade e de que as raparigas têm de ter determinado corpo para ser aceites nos grupos e pelos colegas. Estes motivos levaram a uma petição para que a mesma não venha a público.

“Durante muito tempo, as narrativas [da ficção] disseram às mulheres e a jovens raparigas impressionáveis que para serem populares, desejáveis aos olhos dos homens, e até certo ponto serem aceites como seres humanos…têm de ser magras”, escreve Florence Given, autora do texto que acompanha a petição, promovida pela página change.org.

O olhar do corpo feminino como um objeto é acompanhado, segundo a autora da petição, por uma narrativa que “perpetua a cultura das dietas” e que vai contribuir, pela história da personagem, para promover “distúrbios alimentares”.

Debby Ryan interpretando Patty na série Insatiable da Netflix, antes e depois de perder peso.


sábado, 4 de agosto de 2018

Arrependimento de estudar Jornalismo e Comunicação

Foto por Justin Luebke

Há 3 anos, dei o meu testemunho sobre a forma como escolhi o curso e a universidade. Há 4 anos, entrei na minha primeira opção: a licenciatura em Jornalismo e Comunicação na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC). Hoje, pretendo fazer uma espécie de balanço do que tem sido cursar nesta área, explicar-vos afinal em que consiste o curso e o que é isso do Jornalismo e da Comunicação. Isto de forma beem simples (uma das coisas que vão perceber na faculdade é que dá para complexificar TUDO, até uma simples definição do que é uma cama pode ser tão difícil e haver tantas opiniões que não se chega a uma definição única).

Quando entrei para o curso, apenas se chamava licenciatura em Jornalismo, mas depois de uma reforma que houve na Universidade de Coimbra, passou a ter o nome de Jornalismo e Comunicação. Em termos de unidades curriculares, o curso oferece sobretudo aquelas ligadas ao jornalismo (escrito, de rádio, televisivo, multimédia) e outras ligadas à área da comunicação estratégica das organizações. (Se não souberes a diferença entre jornalismo e comunicação, aconselho este artigo.)


quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Diferença entre Jornalismo, Comunicação e Comunicação Social

Há 3 anos, dei o meu testemunho sobre a forma como escolhi o curso e a universidade. Há 4 anos, entrei na minha primeira opção: a licenciatura em Jornalismo na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC). Este curso passou a chamar-se Jornalismo e Comunicação, mas há outros, com nomes similares e, na hora da escolha, isso pode dificultar. Por isso, e antes de vos dizer se estou ou não arrependida do curso (direi num próximo post), vou começar pelas definições de jornalismo, comunicação e comunicação social.



Jornalismo é uma área que engloba jornais, rádio, televisão e digital (multimédia). Um jornalista tem atualmente de ter conhecimentos em diversas áreas e de diversas plataformas: por um lado, tem de perceber (ou pelo menos deve estar a par da atualidade) de economia, desporto, cultura..., mas também deve saber produzir conteúdos para diferentes formatos (escrever bem, saber filmar e editar vídeos, criar gráficos ou infográficos, saber fotografar, gerir redes socias de forma eficiente...).

Qualquer pessoa pode ser jornalista e não é preciso curso superior para exercer a profissão, embora eu seja da opinião que o curso permite alargar horizontes, preparar para o mercado de trabalho e dar lições (por exemplo de ética) que vão ser seguramente muito úteis no futuro profissional.
O jornalismo é normalmente visto como a informação séria e deve de facto sê-lo: rigorosa, contrastada, que procura a verdade. Mas apesar dessa base comum, nem todas as publicações são iguais e, apesar de serem tão diferentes nos formatos e conteúdos, as revistas cor-de-rosa (a Maria e afins), os jornais como o Expresso ou revistas como a Sábado e a Visão enquadram-se na definição de jornalismo.



Comunicação é uma área vastíssima. Nas instituições de ensino superior, irão encontrar dentro desta área nomes como relações públicas, comunicação organizacional/empresarial, publicidade, marketing, assessoria, que se referem à gestão estratégica imprescindível em qualquer instituição (empresas, organismos públicos ou entidades sem fins lucrativos, ou seja, às organizações em geral) ou a pessoas em particular (o caso de assessores de políticos). Pode-se dizer que o objetivo da comunicação é melhorar os resultados da empresa, em termos económicos, de reputação, alcance...

Nesta área podemos encontrar também cursos especificamente vocacionados à comunicação com o público ou direcionados à gestão do online (de blogues, redes sociais, etc).
Se ainda tens dúvidas sobre as funções dos profissionais desta área, aconselho o artigo da Uniarea: "À conversa com um aluno de Relações Públicas e Comunicação Empresarial".



A diferença entre os cursos de Comunicação Social e os de Jornalismo é que os primeiros englobam o entretenimento e o jornalismo; o jornalismo é apenas a "informação pura e dura", como se costuma dizer.





É essencial saber o que se quer depois do curso. Que profissão queres seguir? Onde? O que te vês a fazer durante 10 anos? E 20?




A melhor forma de escolher a opção correta é escolhendo aquela que melhor se adequa aos nossos objetivos profissionais: se quero seguir investigação, vale a pena investir num curso focado em teoria e em metodologias de investigação, artigos científicos, etc; por outro lado, se pretendo ser jornalista num órgão de comunicação social, provavelmente compensa-me um curso que alie a teoria à prática e ofereça a possibilidade de estágios (de verão, extracurriculares ou até estágios integrados).




A escolha é tua.





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Foto por Kevin Bhagat

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